sexta-feira, 5 de julho de 2019

AVALIAÇÃO NO ENSINO SUPERIOR EM MOÇAMBIQUE.

   

Humberto Filipe Cuamba






COMO É FEITA AVALIAÇÃO NO ENSINO SUPERIOR EM MOÇAMBIQUE?



MESTRADO EM EDUCAÇÃO/PSICOLOGIA EDUCACIONAL






UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA


MAPUTO



2024






                                               
                                                 

Humberto Filipe Cuamba




COMO EFEITA AVALIAÇÃO NO ENSINO SUPERIOR EM MOÇAMBIQUE?




MESTRADO EM EDUCAÇÃO/PSICOLOGIA EDUCACIONAL

  O trabalho  é da cadeira de Psicologia de Aprendizagem, a nível de mestrado  delegação
De Maputo, orientado pela: Professora Doutora: Bendita Donaciano.
 
 

  







UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA

MAPUTO

2014






Índice                                                                                                                     pag

1-Introdução ………………………………………………………………………………...1
2-  Avaliação  ideal do ensino superior …………………………………………………….3
3- Como é feita avaliação no ensino superior em Moçambique?........................................11
4- Estratégias de melhoramento do processo avaliativo em Moçambique no ensino            superior………………………………………………………………………………………13
5-Conclusão…………………………………………………………………………………..14
6- Refêrencias Bibliograficas………………………………………………………………..15






















1-Introdução

 Seria uma acção desnecessária  ensinar sem determinar o nível da aprendizagem alcançado,
porque tornaria também difícil apurar se de facto o processo de ensino - aprendizagem esta
ocorrer efectivamente.
Dai, que avaliação do ensino  constitui uma etapa necessária  e obrigatória e a cima de tudo deve
ser permanente e continua.
Segundo Libâneo ( 195 p 1900)   avaliação  é uma componente do processo de ensino que visa, através da verificação dos resultados obtidos, determinar a correspondência destes com os objectivos propostos e, daí, orientar a tomada de decisões em relação as actividades didácticas seguintes."  
O processo de ensino e aprendizagem a todos níveis  passa por varias etapas a transmissão,
assimilação e avaliação.
A última etapa vai espelhar o perfil do graduado que pretende-se num determinado curso ou seja
na formação, isto é,  é na fase da avaliação que tornam-se salientes os propósitos do processo de
ensino -aprendizagem que podem ser no âmbito académico, social e pessoal.
A evolução paradigmática no que concerne as metodologias de ensino -aprendizagem no ensino
superior é acompanhado por novos desafios no processo avaliativo, dai o surgimento de novas
estratégias de avaliação que levam o aluno a desenvolver uma aprendizagem construtiva e
significativa.  Ao falarmos da avaliação no presente ensaio pretendemos abordar o seguinte tema: 

Avaliação no ensino superior em Moçambique, tendo como  linha de orientação  a pergunta:
Como é feita avaliação no ensino superior em Moçambique?
Esperamos no ensaio relatar factos empíricos que se observam ao longo do processo da avaliação  dos  conteúdos de aprendizagem, finalmente propor algumas estratégias de melhorar os aspectos negativos observados. A realização do ensaio  bem como a escolha do tema é motivado pelo facto de actualmente notar-se dificuldades nos estudantes de aplicar com clareza ou seja tecer um argumento sólido acerca dos conhecimentos científicos nas áreas em aprendizagem. Por exemplo: É possível numa determinada cadeira o estudante não conhecer claramente o objecto de estudo da mesma.
Logo se não conhece o objecto de estudo da cadeira em aprendizagem tornasse difícil igualmente  perceber os aspectos tais como objectivo, a importância, a sua aplicabilidade e a ligação do conhecimento obtido durante as aulas com a realidade do meio social.
Se for na sala de aula em que o estudante é colocado uma questão a maior preocupação é revisitar o caderno de apontamentos de modo a consultar e depois é que procura intervir.
 Na óptica da corrente cognitivista defendida por Piaget significa, que o estudante não possuem esquemas cognitivas para  corresponder as exigências da questão  colocada, logo o fracasso na adaptação  no problema por ultrapassar, o que podemos dizer em outras palavras falta de inteligência.
 Ora, é nesta  vertente que ao realizarmos este estudo procura-se levar a   comunidade académica universitária a reflectir em relação a problemática da avaliação no ensino superior em Moçambique, com o objectivo de minimizar o seu impacto negativo na aplicação das  habilidades cientificas em casos peculiares sempre que for necessário.
Dai que, ao  levar acabo o ensaio esperamos de uma forma geral:
a)      Levar os docentes e os estudantes a fazer uma reflexão acerca da avaliação  como um processo que determina e espelha a qualidade de formação, por isso, que é necessário pautar por modelos avaliativos que possam de facto atingir esta finalidade.
b)      Alertar aos estudantes o perigo existente divido o  uso da fraude como recurso para atingir um grau quantitativo elevado durante as avaliações sem neste caso desenvolver uma aprendizagem significativa baseada na auto-regulação.
c)      Ressalvar o papel da autonomia na aplicação dos saberes assimilados perante novas situações o que pressupõe o desenvolvimento de um raciocínio lógico e coerente nas respostas estruturadas.
 Em suma os problemas que advêm pela aplicação incorrecta da avaliação estão relacionados com a falta de autonomia, auto-regulação,  a  formação de estudantes incapazes de interligar o conhecimento adquirido na sala de aula  com a realidade real da sociedade.
Palavras-chave, avaliação, ensino, aprendizagem.


2-  Avaliação  ideal do ensino superior
 Para desenvolver esta  questão da avaliação ideal do ensino superior remeti-nos a uma questão relevante de reflexão: Como deve ser a avaliação ideal no ensino superior? Numa primeira fase para responder esta questão podemos usar como padrão de resposta o facto de cada instituição possuir a nível interno o regulamento académico. O regulamento académico possui um capítulo especifico da avaliação que aborda  os princípios, objectivos os tipos de avaliação bem como os instrumentos de avaliação a ser usados. Então diríamos que avaliação ideal é aquela que o docente universitário obedece correctamente os princípios objectivos instrumentos de avaliação bem como tomada de consciência em relação aos perigos existentes  no desenvolvimento deste processo para produzir alunos com auto-regulação e autonomia no uso do conhecimento adquirido durante avaliação. Em outras palavras  a avaliação ideal  é aquela que leva o aluno aprender, e  a saber usar o que aprendeu em diferentes contextos da sua vida. É  importante avaliar o tipo de aprendizagem que o aluno desenvolveu. Por exemplo. Na perspectiva  Gil(1997:107):
“o sistema de avaliação aplicado nas escolas superiores tem privilegiado área intelectual,  mais especificamente a memorização aprovação em muitas disciplinas e mesmo a conclusão de cursos tem sido frequentemente decorrência do que os alunos foram capazes de memorizar. O processo de avaliação deve transcender esse nível e procurar verificar em que medida o aluno foi capaz  não apenas de memorizar mais também transferir o que aprendido para situações praticas. Uma educação integrada devera estar  preocupada também em avaliar as áreas psico - motora e sócio - afectiva. A final não tem como objectivo apenas conhecimentos mais também desenvolver as habilidades e as atitudes dos seus alunos.”
 O autor vinca claramente que os resultados da aprendizagem devem transcender a memorização, isto é,  o estudante deve ser capaz de  transferir o  aprendido para situações praticas,  desenvolvendo habilidades e as atitudes dos estudantes.
 O regulamento académico da instituição universitária constitui um instrumento impulsionador  para se atingir uma avaliação ideal pós, espelha  formalmente como deve ser o processo avaliativo na universidade.
 Por exemplo, o regulamento  académico actualizado da universidade pedagógica, no capitulo V,  da avaliação da aprendizagem, na secção I  que versa dos fundamentos da avaliação, no artigo 16
 apresenta como  princípios gerais da avaliação os seguintes: 
1.  A avaliação é um processo formativo, contínuo, dinâmico, sistemático, que permite desenvolver no estudante o gosto e o interesse pelo estudo e investigação, identificar e desenvolver as suas potencialidades e a sua formação integral, estimular a auto-avaliação, contribuir para a construção do conhecimento em sala de aula e desenvolver uma atitude crítica e participativa perante a realidade educacional, cultural e social. 2. A avaliação subordina-se às competências e ao perfil de saída definidos no currículo de cada curso. 3. A avaliação tem de permitir a identificação e descrição clara do que vai ser objecto e conteúdo da avaliação: conhecimentos, habilidades, capacidades e atitudes, ou seja, competências. 4. A avaliação tem de se basear na selecção de técnicas e instrumentos adequados às competências e aos objectivos previamente definidos. 5. A avaliação tem de desenvolver a motivação dos estudantes e melhorar o seu desempenho académico. 6. A avaliação deve contribuir para a melhoria do processo de ensino - aprendizagem, da qualidade de ensino e do sucesso do sistema educativo.  
 No artigo  17  do mesmo capitulo aborda os objectivos da avaliação  a citar:
a) Determinar o grau de aquisição de um conjunto de competências, i.e., conhecimentos, habilidades, capacidades e atitudes do estudante numa determinada disciplina, módulo ou actividade curricular; b) Estimular o estudo individual e colectivo, regular e sistemático; c) Comprovar a adequação e eficiência das estratégias de ensino - aprendizagem utilizadas; d) Permitir a identificação e o desenvolvimento de potencialidades;
  Quanto as funções e instrumento de avaliação, o artigo 18 e artigo 20 respectivamente esclarecem claramente que:
A avaliação da aprendizagem cumpre as seguintes funções: 1. Função diagnóstica – tem em vista conhecer o nível actual do estudante, ou seja, as suas competências para permitir desenvolver novas aprendizagens; 2. Função formativa – tem em vista avaliar o decorrer do processo de ensino - aprendizagem, ou seja, os seus vários momentos e ajudar a solucionar dificuldades; 3. Função sumativa – tem em vista a classificação do estudante ao fim de uma unidade temática, conjunto de unidades temáticas, actividade curricular ou curso.   E na perspectiva do regulamento os diversos instrumentos de avaliação destacámos: a) Trabalhos teóricos; b) Trabalhos práticos; c) Seminários; d) Testes; e) Exames das disciplinas; f) Observação; g) Práticas Profissionalizantes: Práticas Pedagógicas e Estágio Pedagógico; Práticas Técnico Profissionais e Estágio Profissionalizante h) Relatórios de Práticas Profissionalizantes; i) Auto-avaliação; j) Portefólio; k) Exames de Qualificação; Monografia; Dissertação de Mestrado; Tese de Doutoramento  e Outras formas estabelecidas no Plano de Estudos. 
 Procuramos ilustrar que a avaliação ideal na instituição que tomamos como exemplo será considerada eficiente e eficaz se docente e os estudante obedecer o que esta plasmado.
Contudo no que concerne a visão teórica da perspectiva da avaliação  ideal ainda podemos destacar diversos autores. Na perspectiva de Bloom, Hastings e Madaus (1975)  citados  por  Abreu esclarecem que a avaliação pode ser considerada como:
um método de adquirir e processar evidências necessárias para melhorar o ensino e a aprendizagem, incluindo uma grande variedade de evidências que vão além do usual de ‘papel e lápis’. […] um auxílio para clarificar os objectivos significativos e as metas educacionais, um processo para determinar em que medida os alunos estão se desenvolvendo dos modos desejados, um sistema de controle da qualidade, pelo qual pode ser determinada, etapa por etapa do processo ensino - aprendizagem, a afectividade ou não do processo e, em caso negativo, que mudanças devem ser feitas para garantir sua efectividade. um instrumental da prática educacional para verificar se procedimentos alternativos são ou não igualmente efectivos ao alcance de um conjunto de fins educacionais, envolvendo uma colecta sistemática de dados, por meio dos quais se determinam as mudanças que ocorreram no comportamento do aluno, em função dos objectivos educacionais e em que medida estas mudanças ocorrem.  
É  preciso acima de todo repararmos  nos objectivos e no valor da  avaliação como processo de continuidade de aprendizagem de modo que a sua implementação possa permitir o desenvolvimento de capacidade e habilidades sócio - afectivos e psico-motores.
Segundo Hoffmann (2002) citado Abreu, avaliar nesse novo paradigma é dinamizar oportunidades de acção - reflexão, num acompanhamento permanente do professor e este deve propiciar ao aluno em seu processo de aprendizagem, reflexões acerca do mundo, formando seres críticos libertários e participativos na construção de verdades formuladas e reformuladas.
 A pratica da avaliação constitui um acto dinâmico onde o professor e o aluno assumem o seu papel, de modo co-participativo, através da implementação do diálogo e da interacção respeitosa, comprometendo-se com a construção do conhecimento e a formação de um profissional competente. É  um acto essencialmente político, expressando concepções de Homem – Mundo –Educação.
De acordo com Donaciana, professora da cadeira de psicologia de aprendizagem  a nível de mestrado em educação e psicologia escolar salienta numa aula tipo conferencia sobre avaliação que:
“Avaliação é parte integrante e indissolúvel do processo de ensino - aprendizagem e tem de ter em conta os aspectos afectivos, psicomotores e cognitivos tanto de quem avalia como de quem é avaliado. Se o aluno estiver com fome, preocupado ,com medo de fazer o teste, ansioso, poderá não conseguir realizar a avaliação pois não está concentrado. 
Na sala de aula ao mesmo tempo que os alunos aprendem os conteúdos curriculares, avaliam-se as habilidades, os conhecimentos, os hábitos de estudo, as atitudes e os valores.”
 Ainda  na visão da professora:
“A avaliação é parte integrante do processo de formação, uma vez que possibilita diagnosticar lacunas a serem superadas, aferir os resultados alcançados considerando as competências a serem construídas  e identificar mudanças de percurso eventualmente necessárias. É uma  reflexão transformada em acção, não podendo ser estática e nem ter apenas carácter classificatório. É um processo de diálogo com a realidade da sala de aula, com o objectivo de reflectir e posicionar-se sobre o que nesse ambiente acontece. “
 Fica evidente que avaliação ideal constitui  um processo de auto-análise e de auto-conhecimento tanto do professor quanto do aluno.
O professor precisa conhecer-se; saber que tipo de escolhas faz nos conteúdos que avalia;  reconhecer seus preconceitos e falhas para não fazer uma avaliação subjectiva; saber assumir a importância e a responsabilidade das suas decisões sobre a vida futura dos seus alunos. 
Exigindo assim do professor, um grande compromisso com a profissão uma formação adequada e consistente na área da sua disciplina, um comprometimento contínuo e permanente com o aluno, uma atenção plena e cuidados em todas as intervenções que faz e dos alunos e ter uma clareza na relação com os alunos: não esquecer que é educador.
O  professor sendo mediador do processo e figura mais importante ao garantir que avaliação deve ocorrer na forma ideal desejada e necessário garantir a objectividade.  Seguinte modo:
Informar a acção do professor sobre a transferência de competências possuídas para habilidades e domínios de realização mais deficitários ; 
Respeitar as condições objectivas de avaliação, devendo a criança estar ciente dos objectivos da avaliação, da forma de realizar as tarefas e como atingir a mestria; e 
Orientar-se para a recolha de informação que seja efectivamente relevante para o processo de ensino.
Em suma, avaliação ideal deve permitir que o aluno aprende, saiba reconhecer os resultados obtidos, e partir dos resultados alcançados para adquirir novas aprendizagem, e para o professor deve facilitar descobrir o nível da aprendizagem do estudante, poderá igualmente a leccionação dos próximos conteúdos partindo das experiências já consolidadas.  E obrigatório garantir que avaliação seja um exercício que visa a fixação continua dos conteúdos na memoria de longo prazo em forma de esquemas, de  modo que sempre que for necessário estar disponível solucionar o problema.





3- Como é feita avaliação no ensino superior em Moçambique?

Usando uma observação directa e relatos dos estudantes e professores é  possível obter
dados  empíricos  que evidenciam as diferentes formas usadas para a realização da
avaliação no ensino superior em Moçambique. 
Podemos de facto dizer que o padrão comum da avaliação são as avaliações escritas constituídos por questões fechadas e abertas e  resultando muita das vezes em  estudantes com incapacidade de desenvolver uma aprendizagem  significativa e construtiva.
Dai, que vários críticos apresentam quadro critico  negativa quanto a qualidade do ensino
superior porque  nota-se que o nível da aprendizagem adquirido não é suficiente para
resolver as demandas sociais.
 Existe um grupo de professores universitários munidos de competência para leccionar e
avaliar de modo alcançar alto nível de aprendizagem.
Estes usam de facto um modelo da avaliação ideal.
 Nota-se que os professores do ensino superior pauto na avaliação sumativa com maior relevo na
medição da  quantidade, isto é,  valor numérico que o estudante atingiu.  Sem no entanto preocupar – se com a qualidade do conhecimento bem como a  sua aplicação em contextos concretos da vida.
O currículo do ensino superior imanado no regulamento académico da universidade pedagógica por exemplo, e os programas analíticos das diferentes cadeiras que constituem  diversos cursos está devidamente  organizado quanto ao aspecto da avaliação e as sanções a aplicar aos estudantes que comente fraude académica, em contra partida não existe nenhuma alínea que enfatiza aspectos como a valorização da autonomia na aplicação de conhecimentos e como a valorizar este aspecto.
 Quase 45 % dos estudantes encerram o processo de avaliação  como sendo um momento de
constrangimento, dai que apresentam – se na sala num estado emocional de  fobia especificamente, os estudantes do primeiro e segundo ano o que leva muitas vezes a recorrer a meios auxiliar ilícitos para  a realização do teste.
Constata-se igualmente que o factores que influenciam negativamente o desenvolvimento de auto-regulação ou seja a liberdade na aplicação dos conhecimentos estão centrados numa percentagem de 30% de estudantes em ambos os géneros no uso da fraude que, consiste no uso de telemóvel enviando sms para alguém que esta fora da sala, o resumo de informação no papel de tamanho reduzido vulgo "cabula", troca de informação oralmente ou por escrito, espreitar na avaliação do colega.
Ainda existem estudantes que  em plena aula  consultam fontes da internent e quando tratar-se de trabalhos de pesquisa tais como: seminários, relatórios entre outro trabalhos recorrem a colegas auxiliares para ajudar a fazer.
Outro aspecto relevante consiste na metodologia aplicada pelo professor como orientador do processo de avaliação bem como actor do currículo que recorrer a métodos não centrado no aluno, elaborando avaliações que não obedecem as taxonomias de Bloom, com perguntas ambíguas tornando dúbia a  sua compreensão.
 Neste aspecto metodológico as aulas estão centrados no método de elaboração conjunta onde as perguntas muitas das vezes são orais mas em contra partida as avaliações em 100% são escritas portanto devia também  serem orais para haver o equilíbrio entre a aula e  a avaliação.
 Vigotsky afirma na sua abordagem sócio -cultural  ao falar da zona de desenvolvimento real e zona desenvolvimento proximal que um estudante aprendeu quando é capaz de executar uma tarefa sem recorrer  ao auxilio de adulto perante novas  situações.
Dai que, espera-se que os estudantes do ensino superior sejam capaz de aplicar o  conhecimento adquirido sem nenhum auxilio para demonstrar o seu nível de aprendizagem, e reconhecendo que o erro é um factor humano e que na aprendizagem sempre irá existir, o mais importante é lutar em minimizar se possível eliminar.
O  estudante que recorre  a meios auxiliares não  forma esquemas cognitivos, é incapacitado de resolver tarefas sozinho dai que a sua capacidade de autonomia é limitada.
 Consequentemente é um estudante com índice de complexo de inferioridade o que  concorre negativamente na potencialidade  da  sua auto -regulação, liberdade na tomada de decisão perante uma situação problemática que exigem aplicação do conhecimento hipotético dedutivo ou seja aplicação de uma aprendizagem  significativa.
O problema torna-se agudizado na transferência da aprendizagem isto é, no uso do conhecimento fora  do contexto universitário, na comunidade na resolução de desafios que constitui a demanda sócio económica pais, o estudante intervêm com limitações.

 O que se nota por exemplo nos seminários alguns  professores abandonam totalmente a sua 
tarefa de acompanhamento deixando só estudantes a sois, sem fazer a síntese do seminário.
 Um aspecto muito critico são professores  que  dão constantemente  recomendações ou seja
actividade oralmente e no dia anterior refutar as suas recomendações.
A pergunta se coloca é porque é não podem ser escritas?
 E para terminara somos da opinião de que as avaliações podiam igualmente ser oral da mesmas
formas que a leccionação privilegia o método de elaboração conjunta , como estratégia usa  o
dialogo.
É preciso melhor de facto a forma como é realizada a avaliação no superior em Moçambique que
dai que a seguir apresentamos as estratégias de superação
.

4- Estratégias de melhoramento do processo avaliativo em Moçambique no ensino superior
.
Como estratégias de melhoramento do  processo avaliativo em Moçambique, torna-se necessário e obrigatório todo o professor e estudante da instituição universitária ter o conhecimento dos princípios, objectivos, funções, instrumentos,  regulamentados no regulamento académico desta instituição como fonte de consulta para tornar avaliação eficaz.
Os professores devem ser reflexivos e críticos quanto ao processo da avaliação onde para além     
da avaliação escrita podem avaliar aspectos tais como o comportamento, a participação em aulas,
assiduidades,  inovação, a nível de produção de conhecimento que estudante apresenta.
 É preciso igualmente avaliar sub ponto de vista a aliar a quantidade e a qualidade de modo que
o estudante formado tenha capacidade de desenvolver uma aprendizagem integrada.
O processo de avaliação ou melhor o momento da realização da avaliação deve transformar-se
num ambiente de tranquilidade e não de tensão.
Todas as actividades ou seja recomendações deve ser por escrito de modo a garantir coerência do
que se recomenda no primeiro dia e no dia seguinte.




 5-Conclusão

Depois de uma analise bibliográfica feita em diversas obras e em conformidade com algumas
experiências vivenciadas durante a formação como estudante no que tange avaliação pode-se inferir o seguinte:
O processo de avaliação em Moçambique concretamente no ensino superior ainda baseia -se
simplesmente na determinação de valores numéricos, com o tronco comum na avaliação
somativa.
Poucos estudantes e professores encaram a avaliação como continuidade do processo de ensino
-aprendizagem, mais  sim, como um momento para determinar a passagem e reprovação.
Ainda nota-se estudantes com maior frequência que não concordam com o resultado obtido
durante avaliação pelo facto de as perguntas ser muito ambíguas.
É  preciso vincar que a avaliação é parte integrante do processo de formação, uma vez que
possibilita diagnosticar lacunas a serem superadas, aferir os resultados alcançados considerando
as competências a serem construídas  e identificar mudanças de percurso eventualmente
necessárias.
Mas também podemos concluir que a avaliação é um processo formativo, contínuo, dinâmico,
sistemático, que permite desenvolver no estudante o gosto e o interesse pelo estudo e
investigação, identificar e desenvolver as suas potencialidades e a sua formação integral,
estimular a auto-avaliação, contribuir para a construção do conhecimento em sala de aula e
desenvolver uma atitude crítica e participativa perante a realidade educacional, cultural e social.
Sem um bom procedimento de avaliação no processo de ensino aprendizagem influenciamos
negativamente do ciclo de aprendizagem e os resultados colhidos não são satisfatórios.




6- Refêrencias Bibliograficas

1- DONACIANA, B. Resumo de apontamento da cadeira de Psicologia de Aprendizagem , UP  2014

2-LEBANEO, Jose, Didactica,Editora CORTEZ, São Paulo, 1900

3-MACHADO, Maria Paula Neves Universidade do Minho
Instituto de Educação e Psicologia
 4- MENDES,  Olenir Maria AVALIAÇÃO FORMATIVA NO ENSINO SUPERIOR: Reflexões e alternativas possíveis Avaliacao formativa-oniler.pdf

5- SOBRINHA,  José Dias Autonomia e avaliação Unicamp, Brasil

 GIL, Antonio Carlos,  METODOLOGIA DO ENSINO SUPERIOR, editora ATLAS S.A -1997, São  Paulo.




quarta-feira, 3 de julho de 2019

 A gestão de talentos durante o percurso académico
  
A gestão de talentos na sala de aulas durante percurso académico. Será esta a tarefa da escola? Ou melhor cada aulo alcança o seu patamar académico graças ao seu esforço? Melhor colocada a pergunta e para a uma boa compreensão seria. Como é que a escola gere os talentos inatos em diversas áreas de saber? Vejamos as imagens abaixo.

São trabalhos de um aluno da 7ᵃ classe apresentados na disciplina de educação visual como o tema: Desenho livro. Que espantaram o professor e os colegas pelo nível de perfeição e qualidade na área de desenho. E surge a seguinte pergunta não seriam estas as evidências de existências de talentos inatos para esse aluno. Talvez melhor recorrer ao conceito de talento.



Conceito de talento
Do latim talentum, a noção de talento está relacionado com a aptidão ou a inteligência. Trata-se da capacidade para exercer uma certa ocupação ou para desempenhar uma actividade. 

O talento tende a estar associado à habilidade inata e à criação, embora também se possa desenvolver com a prática e treino.
 Conforme ilustra o aluno na imagem acima torna se muito facel de perceber que este apresenta talento na área de desenho, isto é, tem habilidades inatas para o desenho.
Como se pode constatar nestes exemplos, o termo pode ser usado para fazer alusão tanto à capacidade em si como à pessoa dotada dessa capacidade. E aqui permanece a nossa dúvida como é que a escola Moçambicana gere os talentos inatos?




Gestão de talentos na sala de aulas

Tanto se fala actualmente de qualidade de ensino que subscrever-se em os nossos alunos não apresentar evidências do saber aprendidos, é um caso. Agora, e este aluno que de uma forma inata apresenta evidencias de possuir habilidade. Como é que a escola gere estes talentos? Será que existe serviços/programas de orientação vocacional? Se existir melhor ainda. A escola tem a função de identificar e dar seguimento com este tipo de alunos que acreditamos existirem em diversas escolas. O talento desenvolve conforme vários autores afirmam com o treino ou melhor pratica. Estes alunos serem deixados a sua sorte correndo o risco dos seus talentos se atrofiarem.
 O papel da escola é ajudar o aluno no desenvolvimento destes talentos.
Há necessidade de se fazer a orientação vocacional deste tipo de alunos.
É função da escola (professor) informar os pais e encarregados de educação de modo a incentivar estes saberes.
Gerindo muito bem estes talentos que acredito existirem em muitas escolas nosso país sai a ganhar e melhora sua qualidade de ensino.
Ora vejamos o vídeo seguinte:


 Por Humberto Filipe - Estudante de Gestão e Organização de Educação


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Será que nascemos poetas ou nos tornamos?

Será que nascemos poetas ou nos tornamos?
 A verdade é que eu quero escrever um poema porque o momento me exige. Não nasci romântico mas o ambiente me tornou romântico quando num belo dia conheci a minha linda flor que de nada Deus me indicou.
Não resisti mostrei o pouco talento. Procurei palavras para ser vaidoso não foi possível. Reparei em todos os lados não tive inspiração.  Mas lembrei me logo da vulgar frase. Eu quero namorar consigo.
 Tomei a dianteira, quando vi, que a minha linda flor estava sorridente. Lancei a bomba, “Sabe eu quero namorar consigo”.  A resposta não tardou. Uma cara cheia de espanto... acompanhado de um silêncio.
 Fiquei com medo e comecei a pensar que terei lançado mal a bomba, renovei a frase desta vez acompanhado de agressividade.
E   perguntei não ouviu, “Eu disse quero casar consigo”.
 Tive a resposta imediatamente vou te responder amanhã.  Porém já passam cerca 18 anos juntos com mais três florezinhas que dia após dia nos enchem de alegria e nunca exigi a resposta.
 A verdade é que o ambiente me tornou romântico em cada segundo consigo minha linda flor aprendo os segredos do amor onde até hoje descobri que a tolerância, a honestidade, o dialogo acima de todo é a chave do amor.
E não nasci poeta mas a ocasião sempre me tornou poeta. E num dia como hoje que ganhas mais um ano de vida ganhei mais inspiração e lanço a outra bomba para o seu coração. Eu quero morrer consigo e continuar aprender o segredo do amor.
Te amo e te amarei para sempre.  Feliz aniversário.
 Elementos do poema
Pequeno poeta – Humberto Filipe Cuamba
A minha linda flor – Lúcia da Ligia Rafael

Três florezinhas Delton  Humberto Filipe, Filipe Humberto Cuamba,  Kacia Ligia  Cuamba