Introdução
A abordagem acerca das Necessidades Educativas
Especiais (NEE), é do interesse do Ministério da Educação e Cultura (MEC) e da
sociedade em geral.
O Ministério de Educação (MINED), promove o
direito de todas as crianças à educação básica, incluindo aquelas que
apresentam dificuldades de aprender ou que tenham necessidades educativas
especiais, usando como estratégia o princípio de inclusão.
O MEC, procura assegurar que as crianças, jovens e
adultos com necessidades especiais sejam integradas nas escolas regulares, em
vez de serem segregados em escolas separadas ou completamente excluídas deste
meio.
O Boletim da República (Br) nº: 6/92 de Maio, no
artigo 29 da Educação Especial esclarece melhor ao afirmar que, esta consiste,
na educação de crianças e jovens com deficiências físicas, sensoriais e mentais
ou de difícil enquadramento escolar e, realiza-se de princípio, através de
classes especiais dentro das escolas regulares.
Para que o propósito de enquadrar alunos com NEE
nas escolas regulares através dos princípios de inclusão seja alcançado de uma
forma global é preciso que haja uma equipe multidisciplinar que permitirá
fornecer serviços de apoio educativos.
Segundo Correia (2008: 58) os apoios educativos
são conjuntos de intervenções prescritas pelas programações, que destinam-se a
munir o aluno com NEE de um conjunto de competências que possam contribuir para
sua inserção futura na sociedade, autonomizando-o e responsabilizando-o.
Com a presente pesquisa pretende-se perceber “ Qual é a acção de acompanhamento do
Psicólogo Escolar nas crianças com NEE?”. Contribuindo deste modo com os
serviços de apoio psicológico na implementação efectiva dos anseios do MEC que
é permitir com que todas as crianças devem aprender no mesmo tempo e lugar mas
sempre respeitando os seus ritmos de aprendizagem.
Palavras- chave: Educação Inclusão, Serviços de
Apoio especializados, Ensino especial e NEE.
1-Objectivo geral
- Compreender a acção de acompanhamento
do Psicólogo Escolar (P.E) nas crianças com NEE.
1.1-Objectivos específicos
- Descrever
a acção de acompanhamento do PE nas crianças com NEE;
- Mencionar
a pertinência da acção de acompanhamento do PE nas crianças com NEE; e
- Identificar
as estratégias da implementação da educação inclusiva na legislação
moçambicana.
2- Problema.
Moçambique é um país em via de desenvolvimento,
sendo a característica dos países em vias de desenvolvimento dificuldades de
ordem sócio - económico, torna-se vulnerável a existência de crianças com
deficiências.
As
pesquisas indicam que as deficiências o sejam as perturbações que concorrem
para o insucesso de aprendizagem são adquiridas e inatas. Há crianças que
nascem com perturbações de aprendizagem e existem aquelas que adquirem ao longo
da vida.
Estas crianças quando atinge a idade escolar são
integradas com outras que não possuem perturbações e que facilmente conseguem
atingir o seu potencial máximo de aprendizagem numa única escola, a chamada
escola regular.
A junção
dos dois grupos de crianças exige do Sistema Nacional de Educação estratégias
educativas que possam permitir que cada criança integrada aprenda de acordo com
as suas particularidades individuais e que o meio escolar facilita que cada
criança alcance o seu potencial de aprendizagem.
Para alcançar o propósito de juntar os dois grupos
de crianças o MEC introduziu o projecto de escola inclusiva e nos curricula de
formação de professores e nas universidades foram integrados conteúdos
relacionados com NEE, de modo que, haja profissionais com competências para
adaptação educacional destas crianças.
Contudo,
olhando para a complexidade de gestão do processo de ensino/aprendizagem (PEA)
e do processo de integração de crianças com NEE na escola regular, há
necessidade de envolver serviços de apoio que permitirão de uma forma distinta
fornecer conhecimentos teóricos e práticos que possa facilitar aos professores
no acompanhamento global deste grupo alvo. E um destes serviços de apoio que
possa ser envolvido é o serviço psicológico.
Neste
contexto constitui problema de pesquisa compreender:
Qual deve ser a acção de acompanhamento do
Psicólogo Escolar nas crianças com NEE, numa escola regular?
3-Relevância do estudo
A criança com Necessidades Educativas Especiais
integrada numa classe regular exige do professor e do sistema educativo em
geral, um apoio especial que consiste em proporcionar um ambiente de
aprendizagem que possa facilitar o seu desenvolvimento intelectual.
E a melhor forma de enquadramento de crianças com
NEE é valorizando o projecto da escola inclusiva.
Segundo Correia (2003:9) a inclusão consiste na
inserção do aluno na classe regular, onde, sempre que possível, deve receber
todos os serviços educativos adequados, contemplando-se, para esse fim um apoio
apropriado (docentes de educação especial, outros técnicos, pais etc.) às suas
características e necessidades.
A abordagem
do tema é relevante, porque visa reflectir a filosofia educacional inerente a
integração de crianças com NEE na vertente da modalidade de atendimento à
crianças com NEE na classe regular, envolvendo os serviços de apoio
especializados.
Aos serviços de apoio especializados, torna se
ainda, fundamental ao destacar especificamente a intervenção do Psicólogo
Escolar subsidiando o professor, a família, a criança com dificuldades, em
conhecimentos específicos que possam permitir desenvolver efectivamente uma
educação inclusiva.
4- Hipóteses
O não envolvimento dos serviços do apoio
psicológico influência negativamente na implementação das estratégias
adaptativas que visam integrar crianças com NEE na classe regular.
Para que a escola inclusiva tenha efectivamente
resultados desejáveis na educação de crianças com NEE, é preciso que se
valorizem os diversos serviços de apoio que concorrem para melhor
acompanhamento de crianças que necessitam de uma assistência especial.
CAPÍTULO I
1- A problemática das Necessidades Educativas Especiais
O estudo das NEE ganha grande impacto mundial com
a realização da conferência mundial sobre necessidades educativas especiais,
efectuada em Salamanca, Espanha, representando 88 governos e 25 organizações
internacionais, em Junho de 1994.
Onde, reafirmou-se o compromisso para com a
educação para todos, reconhecendo a necessidade e urgência do provimento de
educação, para as crianças, jovens e adultos com necessidades educacionais
especiais dentro do sistema regular de ensino.
A
conferência, ao adoptar a Declaração de Salamanca sobre os Princípios, a
Política e as Praticas na área das Necessidades Educativas Especiais e
respectivo enquadramento da Acção, inspirou-se no princípio da inclusão.
E ainda, no
reconhecimento da necessidade de actuar com objectivo de conseguir escolas para
todos instituições, que incluam todas as pessoas, aceitem as diferenças, apoiem
a aprendizagem e respondam às necessidades individuais.
A
realização da conferência influenciou muitos pesquisadores defensores da escola
contemporânea, passando a inclusão a ter um significado específico.
Segundo
Correia (2003:10) a inclusão significa atender o aluno com NEE severas, na
classe regular com apoio dos serviços de educação especial.
A concepção
dos autores supram citados espelham claramente que o princípio da inclusão
engloba a prestação de serviços educacionais apropriados para toda a criança
com necessidade NEE, incluindo as significativas, na classe regular.
Segundo Forest apud Correia (2003:8) é cada vez
mais evidente que, ao providenciarem - se serviços adequados e apoio
suplementares na classe regular, a criança com NEE significativas pode atingir
os objectivos que lhe foram traçados tendo em conta as suas características e
necessidades.
A
problemática das NEE evoluiu no espaço e no tempo. Antes da década de 70, as
crianças que apresentassem NEE não tinham assegurado quaisquer direitos legais
`a educação pública.
Muitos indivíduos com deficiência eram excluídos
do sistema educativo público ou de qualquer actividade remunerada.
Em alguns
estados, como o Alasca, existiam leis que asseguravam a exclusão nas
instituições de ensino das crianças que pudessem apresentar incapacidades
físicas ou mentais.
Paralelamente a estas disposições legais estava o
facto de acreditar que estas crianças não retirariam benefícios do processo
educativo, tendo cumulativamente efeitos negativos sobre os restantes alunos.
Segundo Nielsen (1999:18), apesar de se registar
algumas diferenças entre as várias leis aprovadas, em diversos estudos
determina-se que todas as crianças com NEE têm direito à educação pública
gratuita.
A política
educacional defendida salientava que o processo educativo deve ser adequado às
suas necessidades educativas e deve ter lugar no meio menos restritivo
possível.
Se uma dada problemática for profunda ao ponto de
nem apoios nem serviços suplementares responderem às necessidades do aluno
colocado numa classe regular[1], deve, então, ser considerada uma
colocação deferente, num meio mais restritivo.
Esta visão leva vários autores a definir
objectivos no que concerne a legislação aprovada na época.
Para Nielsen (1999:19), os objectivos das legislações aprovadas na época
consistia em:
“Assegurar que todas as crianças com NEE recebem, nos períodos de tempo
especificados… uma educação pública gratuita e adequada que contemple a
educação especial e serviços com ela relacionados, a fim de dar resposta às
suas necessidades especiais.
Garantir a protecção dos direitos destas crianças
e respectivos pais ou tutores: facultar apoio, a nível estatal e local, para
que todas as crianças nestas circunstâncias tenham acesso à educação avaliar e
assegurar a eficácia dos esforços desenvolvidos no sentido de educar estas
crianças. “
A
legislação contribui para o surgimento dos procedimentos que asseguram a
igualdade de oportunidades alunos com necessidades educativas especiais para
interagir com alunos regulares, na máxima extensão possível e num meio que seja
o mesmo restritivo possível, a menos que a severidade da problemática o impeça.
Se o problema impede a sua integração num ambiente
educacional regular, é necessário facultar a criança com NEE, o acesso `a
educação pública gratuita e adequada, na qual serão ainda intervenientes os
serviços de educação especial e serviços com ela relacionados. Incluindo:
Transporte e outros serviços de apoio,
nomeadamente nas áreas do desenvolvimento e das praticas de reeducação
(incluindo patologia da fala e audiologia[2], serviços de psicologia, de terapia
física e ocupacional, de recreação, contemplando igualmente e recreação
terapêutica, serviços de assistências social e de aconselhamento.
Inclui -se
ainda, em relação a estes últimos serviços, o aconselhamento com vista `a
reabilitação, e os serviços médicos, tendo em conta que estes se destinam
unicamente ao diagnóstico e avaliação.
Estes serviços deverão ser prestados de acordo com
as necessidades de cada criança, com o objectivo de lhe permitir beneficiar dos
serviços de educação especial. Devera ainda ser contemplada a identificação
precoce a avaliação de condições da problemática da criança.
O surgimento da legislação em torno da abordagem
do tema das NEE, em vários pais contribuiu significativamente para a evolução
da forma como devem ser diagnosticados, avaliados e ensinados as crianças com
perturbações de aprendizagem.
Nota-se que: devem ser disponibilizados serviços
de educação especial adequados às necessidades de cada aluno, sem que tal implique
qualquer encargo, de carácter económico ou de outra natureza, para o aluno ou
para a sua família.
Antes de a escola despoletar um processo de avaliação que possa determinar
a elegibilidade para serviços de educação especial, os pais devem ser notificados
por escrito.
Ao identificar as características e necessidades individuais de cada aluno,
é necessária uma avaliação individualizada, compreensiva e não discriminatória.
Para cada aluno com NEE, deve ser elaborado anualmente um plano educativo
individualizado.
Neste plano devem constar: o registo actualizado dos níveis de desempenho
do aluno; os objectivos a longo e a curto prazo; os serviços específicos a
serem facultados ao aluno; o grau de participação do aluno na classe regular; a
data prevista para o inicio dos serviços; a previsão da duração dos serviços;
os critérios objectivos de avaliação e os procedimentos de avaliação.
Alper apud Nielsen ( 1999:17).
Deve ser formulado um plano
individualizado de serviços a prestar à família, na gestão de crianças entre os
três e os cinco anos de idade.
Neste plano devem constar: os níveis
de desempenho da criança à data; os pontos fortes e fracos da família; os
resultados esperados; os serviços necessários; as datas de inicio e de termino
dos serviços;
Deve ser elaborado um plano individual de transição, a ser incluído no
plano educativo individualizado, onde estão em causas adolescentes ou jovens
adultos. O primeiro plano aqui referido será implementado com apoio dos
técnicos de reabilitação profissional da comunidade. Nielsen (1999:17).
Este plano destina-se a completar o programa anteriormente referido, na
medida em que são nele contemplados serviços de competências de reconhecida
necessidade para que o aluno sinta o apoio indispensável no período de transição
da escola para o mundo do trabalho.
Para além dos serviços educativos específicos, os alunos têm direito a
beneficiar de serviços afins que sejam considerados necessários.
Entre estes, incluem se serviços no âmbito do desenvolvimento, das práticas
de reeducação, assim como outros serviços de apoio que levam o aluno a tirar o
máximo de benefício do programa educativo do aluno, os serviços educativos
devem ser facultados no meio adequado, sendo este o mais restritivo possível.
Por fim, os pais e os tutores têm
direito à instauração dos devidos processos, quando ocorrem divergências
relativamente à adequação de um dado programa educativo.
Hoje, a problemática das NEE, na arena educacional tem vindo a conhecer
vários paradigmas, mas importa referir que na presente pesquisa enfatiza se a
concepção do educação inclusiva.
Paradigma
educacional que defende escola para todos, instituições que incluam todas as
pessoas, aceitem as diferenças, apoiem a aprendizagem e respondam às
necessidades individuais nas escolas regulares evitando a segregação.
E uma criança é considerada com NEE, na
perspectiva da pesquisa, se tiver alguma dificuldade de aprendizagem que requer
uma medida educativa especial, isto é, quando um aluno tem uma dificuldade de
aprendizagem significativamente grave em relação aos alunos da sua idade ou
sofre uma incapacidade que o impede de utilizar ou lhe dificulta uso das
instalações educativas geralmente utilizadas pelos seus companheiros, surgem
uma NEE. Nielsen (1999:23).
Dai que,
para além de outros campos de actuação do Psicólogo Escolar inserido na escola
regular o seu objecto de estudo são crianças com NEE.
2-O princípio de educação inclusiva como base da concretização das
Necessidades Educativas Especiais
A
Declaração de Salamanca constitui uma referência teórica clara, que saliente ao
princípio de educação inclusiva como o mecanismo ideal para a implementação da
política das NEE na sala de aulas. Esta Declaração, refere-se:
“Proclamação
da existência de escolas regulares que possuem orientação inclusiva que
constituem os mais eficaz de combater atitudes discriminatórias criando-se
comunidades acolhedoras, constituindo uma sociedade inclusiva e alcançando
educação para todos; além disso, tais escolas idealizam uma educação efectiva à
maioria das crianças e aprimoram a eficiência e, em última instância, o custo
da eficácia de todo o sistema educacional.”
“Os
governos adoptem o princípio de educação inclusiva em forma de lei ou de
política, matriculando todas as crianças em escolas regulares, a menos que
existem fortes razões para atingir outra forma”.
Esta concepção, para além de enfatizar o princípio
da educação inclusiva chama atenção a promoção dos direitos humanos. A posição
anterior é aprofundada pelo autor Bautista ao definir o conceito de integração
escolar.
Segundo Bautista (1997:29), a integração é uma filosofia, princípio de oferta de serviços
educativos que se põe em prática mediante a provisão de uma variedade de
alternativas de ensino e de aulas adequadas ao plano educativo de cada aluno,
permitindo a máxima integração educacional, temporal e social entre alunos
deficientes e não deficientes durante o período escolar normal.
E a inclusão é a inserção do aluno na classe
regular, onde, sempre que possível, deve receber todos os serviços educativos
adequados, contando-se, para esse fim com apoio apropriado (docentes de
educação especial, outros técnicos e pais), às suas características e
necessidades. Correia, (2008:13)
A inclusão
baseia-se nas necessidades da criança, vista como um todo, e não apenas no seu
desempenho, ainda por cima, tantas vezes, com o desempenho académico do “aluno
médio.”
O princípio da inclusão apela, assim, para uma
escola, designada de Escola Contemporânea que tenha atenção a criança todo, não
só a criança - aluno, e que, por conseguinte respeite três nível de
desenvolvimento essenciais académico, sócio emocional e pessoal, de forma a
proporcionar lhe uma educação apropriada, orientada para maximização do seu
potencial.
Este processo obriga a consideração do papel do
estado em todo o processo que leva à criança a um sistema inclusivo eficaz.
Figura (1) o sistema inclusivo centrado no aluno
Fonte: Correia (2008:16)
O esquema acima mostra o sistema educativo
inclusivo centrado no aluno onde o envolvimento do estado, comunidade, família
e escola visa o desenvolvimento das áreas académicas, socioemocional e pessoal
do aluno.
Neste sistema educacional inclusiva é preciso
salientar que teve as suas bases motivadoras da integração escolar fundamentada
em diversas abordagens.
Existia uma abordagem que valorizava, os direitos
humanos que consistiria em assistir a todas as pessoas diferentes de
compartilhar uma experiência de vida em comum, não segregada não discriminada.
Os que entendem que é um acto de justiça e um direito constitucional. Bautista (1997:26)
Os que se baseiam na interpretação que tiveram as
associações de pais deferentes e a pressão exercida por estas e outras forças
sociais a favor da integração, assim como a tomada de consciência por parte da
população.
Ainda
nesta perspectiva, existiam os que dava atenção à deferência como elemento
fundamental do projecto educativo.
Os que a
sua abordagem consistia em verificar o processo de identificação e diagnostico
das necessidades educativas especiais que possam apresentar os alunos, ou seja
a elaboração das adaptações curriculares individualizados e a provisão de
serviços educativos específicos se forem necessários, Bautista (1997:27).
Surgem
assim, a partir das bases da integração escolares o modelo de escolas para
todos.
É um modelo de escola aberta à diferença onde se
tenta que as minorias encontrem uma resposta as suas necessidades especiais sem
prejudicar os outros mas muito pelo contrário beneficiando todos os alunos em
geral, por tudo o que traz de mudança e renovação e pelos novos recursos e
serviços com que poder contar. No modelo de escola aberta à diferença o
professor que ensina o aluno é o mais fundamental no diagnóstico, avaliação das necessidades educativas especiais,
porque é quem, mais e melhor conhece o aluno.
É o professor que através da observação
sistemática da recolha de dados devera auxiliar na identificação das
necessidades e, pode se recolher ao especialista para uma análise mais
aprofundada.
A avaliação
deve permitir identificar quais são as necessidades educativas do aluno e o seu
grau de especificidade definindo elementos tais como: Tipo e grau de
especificidade das adaptações curriculares que será necessário estabelecer
relação a determinado aluno e meios de acesso ao currículo que deverão ser
facilitados ao aluno.
Um diagnostico bem realizado permitiria ao aluno
com NEE, ser acompanhado pelo professor e outros serviços efectivando se o
principio de educação inclusiva.
A avaliação baseada no princípio de educação inclusiva,
incide em outros aspectos globais (o afecto, a relação interpessoal, social)
que permiti formular mais facialmente uma acção educativa adequada.
Esta proposta de diagnosticar e avaliar deve
garantir dar uma resposta exaustiva à diversidade
curricular.
O currículo deve ter em conta as crianças
cognitivamente deferentes. Para alcançar este propósito é necessário basear se
no principio de flexibilidades, de trabalho simultâneo cooperativo e
participativo e acomodação ao estabelecer a planificação para uma classe.
O Principio de flexibilidades consiste em não ser
obrigatória que todas as crianças atinjam o mesmo grau de abstracção ou de
conhecimentos num tempo determinado isto é cada um aprendera ao seu ritmo a
ultrapassar as suas necessidades.
Segundo Molero apud Bautista (1997:14) ao focalizar o princípio de trabalho
simultâneo cooperativo e participativo exorta a não produção do currículo
paralelo numa mesma aula e num mesmo momento.
A ideia principal do princípio do trabalho
simultâneo cooperativo e participativo é elaborar um currículo único e
abrangente que facilita a todos os alunos de acordo com as suas potencialidades
de aprendizagem.
É necessário também logo desde o inicio, saber
quantas crianças com problemas há no grupo e contemplá-las nessa programação
obedecendo deste modo o ultimo princípio de acomodação ao estabelecer a
planificação para uma classe.
As adaptações curriculares são vista neste prisma
como sendo as modificações na metodologia como nas actividades de ensino e
aprendizagem na temporalização com trocas no tempo previsto para alcançar os
objectivos, sendo estes os mesmos que os outros alunos.
O projecto
educativo deve valorizar os objectivos educativos para os alunos com
necessidades educativas especiais que são os mesmos que para os restantes
alunos.
E o currículo
normal com as necessárias adaptações, é o instrumento adequado para responder
as NEE.
A escola
regular constitui a estratégia mais adequada no qual todos os alunos deverão
encontrar uma resposta, numa escola aberta a diferença.
Na visão da educação inclusiva a criança com NEE,
as perturbações de aprendizagem que ela possui são analisadas como sendo de
carácter interactivo.
As
dificuldades de aprendizagem do aluno têm a sua origem tanto das condições
pessoais do aluno como características do contexto em que este se desenvolve,
que é o mesmo que dizer, a escola.
É da responsabilidade da escola, comunidade, do
estado, do professor criar um ambiente interactivo que possibilite a criança
com NEE a sua aprendizagem.
3- A acção do Psicólogo
Escolar nas dificuldades de aprendizagem
As dificuldades de aprendizagem constituem um tema
de actualidade nas escolas moçambicanas, onde a sua abordagem leva sempre a
vários comentários.
É possível
ouvir logo a prior docentes que afirmam, que as crianças enfrentam dificuldades
de aprendizagem devido o novo currículo, salas superlotadas, baixos salários as
direcções das escolas que não coordenam devidamente as actividades, a não
participação dos encarregados de educação como factores fulcrais que concorrem
para os alunos experimentar dificuldades de aprendizagem.
São poucos que defende que é possível um desafio
estratégico que possa envolver uma acção conjunta entre o professor regular,
especialista em apoio educacional, o aluno e seu encarregado de educação, de
modo que, o aluno com dificuldades de aprendizagem tenha um acompanhamento que
lhe permita ultrapassar as barreiras de aprendizagem em causa.
É importante salientar que, as dificuldades de aprendizagem constituem um termo genérico que
diz respeito a grupo heterogéneo de desordens manifestadas por dificuldades
significativas na aquisição e no uso das capacidades de escuta, da fala, da
leitura da escrita e do raciocínio ou das capacidades matemáticos.
Segundo Kirk citado por Cruz (2009:41) as
dificuldades de aprendizagem são: um atraso uma desordem ou uma imaturidade no
desenvolvimento de um ou mais processos da fala, da linguagem da leitura do
soletrar e ou comportamental, e não resultantes de deficiência mental, de
privação sensorial ou de factores culturais ou pedagógicos.
Quando um aluno tem uma dificuldade de
aprendizagem significativamente grave em relação aos alunos da sua idade ou
sofre uma incapacidade que o impede de utilizar ou lhe dificulta uso das
instalações educativas geralmente utilizadas pelos seus companheiros surgem uma
NEE.
É no
Relatório Wornock onde aparece pela primeira vez o termo NEE. Este considera
que uma criança é designada com NEE se tiver alguma dificuldade de aprendizagem
que requer uma medida educativa especial. Bautista (1997:23)
A origem das dificuldades de aprendizagem esta
estreitamente ligados com o ambiente de aprendizagem onde encontramos os
factores académicos, factores sócio - emocionais e factores físicos.
Os
factores académicos constituem o comportamento e as regras da escola, factores
sócio emocionais, estes correspondem as atitudes dos professores, dos pais e
dos colegas e das inteirações e factores físicos, estão relacionados com as
barreiras biológicas, os horários organização da sala de aula.
É a
influência destes factores que origina diversas perturbações no aluno.
Destacando-se nestas desordens comportamentais
as perturbações emocionais ou do comportamento. O termo perturbações emocionais
descreve uma condição que exibe uma ou mais das características durante um
longo período de tempo e numa extensão tal que afecta negativamente a
realização escolar das crianças;
Nesta perspectiva ainda verifica-se as
perturbações que consistem em incapacidade para aprendizagem que não podem ser
explicada por factores intelectuais, sensoriais e de saúde.
Estando aliado a incapacidade para iniciar ou
manter relações interpessoais satisfatórias com os seus pares e professores; os
comportamentos ou emoções inapropriadas em circunstâncias normais; estado geral
infelicidade ou depressão e tendência para desenvolver sinais físicos ou medos
associados ao pessoal ou aos problemas da escola;
Segundo Correia (2008:9) as perturbações acima
mencionadas reduzem-se em dificuldades de aprendizagem específicas tais como:
dislexia incapacidade severa de leitura; disgrafia discalculia; dispraxia;
problemas de percepção auditiva e problemas de percepção visual.
As
dificuldades de aprendizagem específicas associam-se igualmente a problemas de
memória (de curto e longo prazo) que é caracterizada por dificuldades ao
armazenar e ou recuperar ideais ou factos. Por exemplos, quando se apela à
lembranças de números telefónicos, de endereços e ou instruções para realizar
uma tarefa;
Para a
superação destas dificuldades de aprendizagem recorre-se a vários serviços de
apoio educacional. Na presente perspectiva ilustra-se acção de acompanhamento
pelo Psicólogo Escolar nas crianças com NEE.
Geralmente, esses serviços iniciam-se durante
avaliação da criança e tem finalidade de determinar o seu funcionamento
intelectual, comportamento adaptativo e interesses emocionais.
Para além da avaliação, acção de acompanhamento
psicológico pode ainda incluir aconselhamento à criança e ou a sua família e
acompanhamento da criança em relação com as disciplinas, os problemas de
comportamento, as de aprendizagem especificas e perturbações emocionais.
Correia (2008:62)
Os serviços de apoio psicológico ajudam os pais ou
outros membros da família de criança com NEE e perceberem o seu problema e a
compreenderem o impacto que ele possa vir a ter na sua vida e na da própria
criança. Executam serviços de consultoria junto de professores ou profissionais
de educação, no sentido de facilitar, a elaboração de intervenções de carácter
preliminar para alunos com possível NEE.
De uma forma geral, a colaboração adequada entre o
professor regular da turma e o especialista de serviços de apoio constitui um
mecanismo para ajudar a criança ultrapassar as dificuldades de aprendizagem.
Para além da acção de acompanhamento psicológico,
ainda pode-se mencionar serviços importantíssimos no acompanhamento das
crianças com NEE.
4-Os serviços de apoio no atendimento a crianças com Necessidades
Educativas Especiais
Existem vários serviços de apoio que desempenham
um papel distinto para ajudar o professor e outros intervenientes no
acompanhamento da criança com NEE, nomeadamente: os serviços educacionais, sociais,
clínicos e terapêuticos.
Os serviços educacionais têm o objectivo principal
de assegurar uma programação educativa apropriada que tenha em conta as
capacidades e necessidades da criança com NEE e que visa a facilitação das suas
aprendizagens. Correia (2008:62).
E tendo em conta as características de cada
criança, a programação individualizada pode afastar-se muito pouco do programa
oficial da classe que a criança frequenta.
No caso de uma criança com uma
inteligência média e uma paralisia cerebral ligeira, que, em princípio, só
necessitará de fisioterapia para melhorar a sua mobilidade.
Uma criança com problemas intelectuais severos
(deficiência mental), que demonstre atrasos em todas as áreas académicas e
sócio emocionais, poderá necessitar de ajuda em todos os aspectos dos programas
educacionais.
Estes exemplos servem para demonstrar que as
opções educacionais para crianças com NEE são muitas, tal como está preconizado
no Modelo de Atendimento a Diversidade (MAD).
Os serviços educacionais devem basear-se em
planificações criativas, e tantas vezes individualizadas, que levem à
elaboração de programações únicas que tenham por base a oferta dos serviços
necessários ao sucesso da criança, quer em ambientes escolares, quer fora
deles.
Os serviços sociais, por seu torno, para além de
ser essenciais na recolha de informação que permite a elaboração da história
compreensiva da criança, destinam-se a apoiar as famílias das crianças com
necessidades educativas especiais a lidar com as exigências e os problemas com
que têm de se confrontar para atender as suas necessidades.
Os campos de acção em que o técnico de serviço
social se deve mover estão relacionados com os factores como a severidade do
problema da criança, a capacidade dos pais em lidar com o problema, os serviços
e recursos disponíveis (financeiros e humanos), as associações, agências e
creches existentes, a implementação de programações, entre outros.
Segundo
Correia (2008:65), os serviços clínicos, aqui entendidos como intervenções
médicas e cirúrgicas dizem respeito aos problemas de saúde que uma criança
possa apresentar, resultantes de etiologias pré, peri e pós natal (anoxias[3], traumatismos cranianos, etc.) ou de
quaisquer outras causas que requeiram uma atenção especial (problemas de visão,
de audição, etc.).
A intervenção médica refere-se aos serviços que
devem ser prestados por um médico, seja ele de clínica geral ou especialista
(neurologista, ortopedista, cardiologista, entre outros).
O tratamento pode exigir consultas regulares,
internamentos (caso por exemplo, da medicação.)
Haverá ainda casos em que uma criança com mais do
que um problema possa necessitar dos serviços clínicos desde que algumas das
suas características assim o exijam.
Uma criança que apresenta dificuldades de
aprendizagem específica e desordem por défice de atenção/hiperactividade são
necessários os serviços clínicos, resultando na medicação da criança.
Estes serviços indicam a intervenção cirúrgica,
situações que requerem operações para curar ou atenuar um problema. Por
exemplo: as intervenções neurocirúrgicas, as cirurgias ao coração, à vista, ao
ouvido.
E finalmente apresentam-se os serviços
terapêuticos. Estes congregam as intervenções destinadas a melhorar o
comportamento da criança em determinadas áreas do seu desenvolvimento.
As formas mais comuns de tratamento dizem respeito
à fisioterapia, à terapia ocupacional, à terapia da fala/linguagem e à terapia
respiratória.
A fisioterapia destina-se a ajudar a criança a
desenvolver as suas capacidades motoras globais, isto é, as que envolvem o uso
dos maiores músculos do corpo (andar, correr, saltar).
Segundo Correia (2008:64), a terapia ocupacional
(originalmente tida como uma forma de intervenção para adultos) cujas
necessidades especiais, devidas a doença ou acidentes, os impedia de participar
em actividades motoras finas e a controlar o uso dos músculos menores do corpo
como, por exemplo, os dos braços e das mãos necessários segurar o lápis,
utilizar a borracha, ou os da face e boca, necessários para mastigar, engolir
ou manter os lábios unidos.
A terapia da fala/linguagem destina-se às crianças
que apresentam um atraso significativo na fala/linguagem ou pode recorrer ao
treino auditivo.
E nestes problemas de fala/linguagem, a
intervenção pode recorrer ao treino articulatório ou terapia de fala/linguagem
para facilitar a produção de sons, gestos ou sinais manuais.
A terapia respiratória destina-se às crianças
cujas condições de saúde ou físicas as impedem de respirar normalmente ou lhes
causam infecções pulmonares (por exemplo, crianças com fibrose cística). A
percussão pulmonar é uma forma de permitir à criança a libertação de mucos.
Outras formas de terapia respiratória podem
envolver o uso de equipamentos próprio (respiradores, mascaras) para ajudar a
criança a respirar.
Os serviços acima descritos formam uma equipa
multidisciplinar que constitui, a resposta cabal e única para os problemas
educativas, sociais, psicológicos e médicos da criança com NEE.
Uma equipe multidisciplinar implica uma
pluralidade de formações e, consequentemente, de funções, em que cada membro
assume uma responsabilidade claramente definida e reconhece a importância das
interacções com os outros elementos da equipa na avaliação da criança e
planificação da intervenção para satisfação das suas necessidades educativas.
É a partir de um processo sistematizado e o mais
exaustivo possível de recolha de informação, por cada um dos elementos que
constituem a equipa, e do cruzamento e discussão dos dados obtidos que se
planificam intervenções eficazes.
O modelo apresentado na Figura 2. resume o
funcionamento de equipa multidisciplinar envolvendo a constituição e as funções
de cada elemento na avaliação da criança com NEE.
E o esquema que segue ajuda a compreender quais os
elementos envolvidos numa equipe multidisciplinar.
Figura2.Modelo de
uma equipe multidisciplinar

Fonte: Correia (2003:81)
Este modelo representa e fundamenta a intervenção
de uma equipe multidisciplinar composto por família, escola, segurança social e
serviços de saúde de modo que a intervenção desta equipe multidisciplinar
permita fazer uma avaliação com o propósito de encaminhar para os serviços de
educação especial quando necessários com o fim de lhe ser prestados os serviços
apropriados.
Através duma actuação multidisciplinar é possível
que a ajuda que se pretende dar a uma criança com NEE, seja efectivamente
adequada. Sempre que possível pode-se esperar que o aluno com NEE, integrado
numa sala regular ultrapasse várias perturbações de aprendizagem, o que
pressupõem o seu desenvolvimento cognitivo, psicomotor e afectivo.
A outra colaboração de extrema importância nesta
equipe multidisciplinar é o papel da família ou seja dos pais.
Segundo a Declaração de Salamanca, a educação de
crianças com necessidades educacionais especiais é uma tarefa a ser dividida
entre pais e profissionais. Uma atitude positiva da parte dos pais favorece a
integração escolar e social.
Pais necessitam de apoio para que possam assumir os
seus papéis de pais de uma criança com necessidade especiais.
O papel das famílias e dos pais deveria ser
aprimorado através do fornecimento de informação necessária em linguagem clara
e simples; ou enfoque na urgência de informação e de treinamento em habilidades
paternas constitui uma tarefa importante em culturas onde a tradição de
escolarização seja pouca.
Os pais constituem parceiros privilegiados no que
concerne às necessidades especiais das suas crianças, e desta maneira eles
deveriam, o mais possível, ter a oportunidade de escolher o tipo de provisão
educacional que desejam para suas crianças.
Uma parceria cooperativa e de apoio entre
administradores escolares, professores e pais deveria ser desenvolvida e os pais
deveriam ser considerados enquanto parceiros activos nos processos de tomada
decisão. Correia (2003:82)
Os pais deveriam ser encorajados a participar em
actividades educacionais em casa e na escola (aonde eles poderiam observar
técnicas efectivas e aprender como organizar actividades extra-curriculares),
bem como na supervisão e apoio à aprendizagem de suas crianças.
A declaração acrescenta ainda que os governos
deveriam tornar a liderança na promoção de parceria com os pais, através de
declarações políticas e legais no que concerne aos direitos paternos.
O desenvolvimento de associações de pais deveria
ser promovido e seus representantes envolvidos no delineamento e implementação
de programas que visem o aprimoramento da educação de seus filhos.
As organizações de pessoas portadoras de
deficiências também deveriam ser consultadas no que diz respeito ao
delineamento e implementação de programas.
O envolvimento dos serviços de apoio constitui uma
mais-valia na compreensão de todos os procedimentos científicos e humanísticos
necessários para que a educação Moçambicana seja inclusiva.
5- Estratégias psico-pedagógicas de enquadramento de crianças com
Necessidades Educativas Especiais
Abordar as estratégias psico-pedagógicas de
enquadramento de crianças com NEE, nesta pesquisa, torna-se pertinente, pois
visa encorajar os professores na arte de ensinar crianças com NEE, numa classe
regular usando metodologias específicas coadjuvados com a criatividade do
professor.
O professor deve aplicar a sua competência
pedagógica à realidade da escola e do aluno.
A acção de
acompanhamento do Psicólogo Escolar, consistiria em subsidiar o professor com
um conjunto de conhecimentos de ordem psicológica que influenciam directamente
o processo de ensino e aprendizagem.
O programa educacional usado pelo docente deve
permitir diferenciar o ensino.
Segundo Correia (2008:95), diferenciar o ensino
pressupõe alterar o ritmo, o nível ou género de instrução, tendo por base as
capacidades e necessidades de cada aluno.
Depois do professor analisar a informação que tem
ao seu alcance, deve partir para o estudo do currículo, para a diferenciação
pedagógica, onde os seus objectivos de ensino se entrecruzam com os objectivos
de aprendizagem desse mesmo aluno.
No caso dos alunos com NEE, a adequação
curricular, baseada nos ajustamentos e adaptações curriculares, parece ser a
resposta ideal, desde que o professor, e outros agentes educativos, possam
conceber respostas educativas eficazes assentes nas necessidades de
aprendizagem específicas, nas competências e nos interesses desses alunos.
De facto para que a teoria se concretize é preciso
que haja estratégias a utilizar em salas de aula inclusivas.
O professor pode usar como estratégias para
enquadramento da criança com NEE, desenvolvendo um ambiente de interacções.
Segundo Smith & Cols apud Correia (2003:96),
os alunos com NEE só se sentem verdadeiramente incluídos na classe regular
quando são academicamente apreciados pelo professor e socialmente aceite pelos
colegas.
O professor deve estruturar a sua acção psico-pedagógica
de modo a promover um clima de amizade entre todos os alunos e
sensibilizando-os para a filosofia inclusiva.
Com intuito de minimizar situações de mal - estar,
o professor, pode usar a estratégia de recepção à crianças com necessidades
educativas especiais.
Esta consiste em considerar um conjunto de
actividades que ajudem a criar verdadeiras comunidades de apoio que permitam
que todos os alunos aprendam um pouco sobre cada um, se sintam bem – vindos e
inseridos na turma.
Promover amizade entre as crianças com e sem
necessidades educativas especiais é uma outra via que permite aprendizagem.
Pois, numa classe regular, os alunos sem NEE
interagem quase obrigatoriamente com os alunos com NEE, muitas vezes severas,
em várias actividades, muitas delas de ajuda (por exemplo, movimentando-os ao
longo da sala, indo buscar -lhes materiais).
Isto não significa que exista amizade entre eles,
uma vez que em muitos casos os alunos com NEE são tratados de uma forma
paternalista. Evans, apud Correia
(2003:99)
Tendo como premissa que não existe uma aula sem
interacções sociais ou seja trocas de papeis, torna-se fundamental que o
professor de educação especial e o professor da turma regular ao colaborarem entre
si, devem apresentar informação relevante sobre as NEE à turma.
E a outros profissionais de educação e aos pais,
implementar abordagens que permitam que as crianças aprendam em conjunto,
proporcionando-lhes oportunidades para trabalharem em tutória ou parceria e
promover comportamentos de interacção social entre todos os alunos, para que,
desta forma ajudem o aluno com NEE a sentir-se inserido na turma e a sentir -
se parte de comunidade.
Para além de um ambiente de interacção é preciso
promover a aquisição de comportamentos desejáveis.
A aquisição de comportamentos desejados, quer seja
académicos, pessoas quer sejam, sociais, deve ser sempre um objectivo que o
professor tenha em mente. O reforço constitui a forma mais eficaz de
solidificar determinado comportamento desejado.
Os professores desempenham um papel crucial no que
respeita à inserção física, académica e social dos alunos com NEE na classe
regular. Sensibilizar os alunos sobre os tipos de diferenças que existem entre
as crianças, incluindo os que apresentam NEE, é um dos aspectos no qual o
professor se deverá empenhar.
Tal contribuirá para uma escola melhor, no sentido
em que promoverá o desenvolvimento de atitudes mais positivas perante os alunos
com NEE, desencadeará amizades mais duradouras entre todos os alunos e
solidificará princípios morais e éticos que criem uma maior sensibilidade
perante as necessidades dos outros.
Segundo Correia (2003:101) esta sensibilização tem
como objectivo criar atitudes mais positivas perante crianças com NEE,
atenuando algumas preocupações que possam existir.
Olhando, para as estratégias que o professor
deverá aplicar é necessário que aplique práticas educativas e flexíveis.
Pois, ensinar tendo em atenção as necessidades, os
interesses, as características e os estilos de aprendizagem dos alunos, requer
a utilização de práticas educativas flexíveis nunca abordagens rotineiras,
pouco diversificadas e iguais para todos os alunos. Wood apud Correia (2003:105)
Para além das actividades de sala de aulas devem
ser proporcionadas aos alunos sempre que possíveis actividades que se
desenrolem em ambientes fora da classe regular.
As abordagens mais frequentes que permitem a
realização dessas actividades prendem -se com a aprendizagem em cooperação,
experimental ou baseada em actividades práticas, a realização de projectos, a
utilização de tecnologias de informação e comunicação
A aprendizagem em cooperação é considerada uma
abordagem na qual um grupo heterogéneo de crianças aprende em conjunto,
realizando uma série de actividades específicas.
É útil como estratégias para o desenvolvimento de
inteirações positivas entre alunos que frequentam classes onde a diversidade é
grande, promovendo a sua integração cultural e racial. Seja qual for a forma
como o professor introduz a aprendizagem em cooperação nas actividades
desenvolvidas na sala de aula, os resultados atingidos serão melhores se o
professor tiver em atenção a formação dos grupos, esclarecimento do que é a
aprendizagem de aptidões de cooperação, os conteúdos curriculares a seleccionar
e o tipo de aprendizagem em cooperação a implementar.
Nesta ordem
de ideias os autores consultados privilegiam a formação de grupos de cooperação
com seguintes características:
O grupo
deve ser heterogéneo, devendo os alunos com NEE ser distribuídos pelos
diferentes grupos (o sucesso da aprendizagem em cooperação está na percepção
que os alunos tem sobre o valor e o respeito das contribuições de cada um).
Na aprendizagem de aptidões de cooperação. É
importante que o professor os muna com algumas aptidões que digam respeito ao
trabalho em cooperação. Os conteúdos curriculares se podem adaptar à
aprendizagem em cooperação.
Monitorizar a eficácia da aprendizagem em
cooperação, o trabalho que o professor tem de desenvolver traduz -se na decisão
sobre as abordagens a utilizar na preparação de materiais e no ensino de
aptidões de cooperação.
O professor deve perceber que quando os alunos
estão a trabalhar, já estão a trabalhar em grupos de cooperação, o papel do
professor está essencialmente relacionado com a manutenção e a gestão desses
grupos.
Por exemplo, se verificar que um aluno está a ter
algumas dificuldades, o professor pode juntar -se ao grupo onde o aluno está
inserido e ai permanecer algum tempo no sentido de verificar se o aluno
consegue resolver o problema sozinho ou se necessita de alguma ajuda.
Será com base destas observações que o professor
planificará as próximas actividades que venham a permitir que o aluno adquira
as aptidões pretendidas.
Outro aspecto muito importante por realçar é o
ajustamento e adaptações curriculares.
Segundo Correia (2008:110) o atendimento dos
alunos com NEE no ambiente da escola regular só pode ser levado a bom termo
desde que sejam introduzidas no sistema as modificais apropriadas. O quadro que
segue apresenta o resumo dos níveis de concretização das adaptações
curriculares.
Tabela ( I ) Níveis de concretização
das adaptações curriculares
Nível
|
Entidade
|
Actividade
|
I Nível
Escola
|
- Conselho
Pedagógico
- Componente Curricular do projecto Educativo
da escola
-Grupos Disciplinares de ciclo e do Ano
-Planificação a
nível da disciplinas (ciclo, ano),
|
Analise das
características
Necessidades e
possibilidades da região
Recursos humanos,
físicos, financeiros e didácticos da escola.
Expectativas,
interesses motivações de pais e alunos.
Grupos
específicos de alunos (NEE )
|
II Nível
Turma
|
- Conselho de
turma,
- Professor de
cada disciplina,
|
Características socioeconómicas e culturais
dos alunos da turma. Motivações, interesses específicos dos alunos.
Percursos
escolares da turma; Alunos com NEE
|
III Nível
Aluno
|
- Serviços de Apoio especializado;
-
Recursos específicos
- Situações Educativas especificas
|
Relatórios
médicos e/ou psico-pedagógicos.
Percurso escolar
do aluno;
Registos/relatórios
de anos anteriores
Avaliação de
diagnóstico pelo professor da disciplina.
Incidência dos
problemas nas aprendizagens escolares
Avaliação
especializada
Planificação da disciplina
Adaptações curriculares individualizadas
|
Fonte: Correia (s/a:110)
Contudo, a informação aqui patente não constitui
nenhuma receita é preciso que o professor seja reflexivo e critico capaz de
estudar a realidade da sua sala de aulas, a questão de cumprimento dos prazos e
dos programas de ensino, mas o mau (ridículo) seria pensar que não é possível
ajudar as crianças com NEE numa classe regular.
6- A legislação moçambicana acerca das Necessidades Educativas Especiais
A questão
das Necessidades Educativas Especiais é relevante para a filosofia educativa
moçambicana, dai que, o Boletim da República nº: 6/92 de Maio a lei 6/92 no
Artigo 29 aborda o ensino especial.
Esta consiste na educação de crianças e jovens com
deficiências físicas sensoriais e mentais ou de difícil enquadramento escolar e
realiza-se através de classes especiais dentro das classes regulares.
Segundo o
Br nº: 6/92, as crianças com múltiplas deficiências graves ou com atraso mental
profunda deverão receber uma educação adaptada as suas capacidades através do
ensino extra-escolar. É objectivo do ensino especial proporcionar uma formação
em todos graus de ensino e capacitação vocacional que permite a integração das
crianças e jovens a escolas regulares, na sociedade e na vida laboral.
Ainda esta patente no Br nº: 6/92, que, o ensino
especial é tutelado pelo MEC em conjunto com o Ministério de Saúde (MISAU) e a
secretaria do estado da acção social a quem compete estabelecer as normas
apoiar e fiscalizar o seu comprimento, definir os critérios para abertura,
funcionamento e encerramento dos estabelecimentos do ensino especial.
Já no plano estratégico de
educação e cultura na área de educação, no que concerne a situação actual
acerca das necessidades educativas especiais, clarifica que o Ministério da Educação e Cultura promove o direito de
todas as crianças à educação básica, incluindo aquelas que apresentam dificuldades de
aprender ou que sejam portadoras de necessidades educativas especiais. MINED
(2006:6)
A estratégia do MEC para melhorar os serviços prestados
às crianças com necessidades especiais está baseada no princípio da inclusão. O
MEC procura assegurar que as crianças, jovens e adultos com necessidades
especiais sejam integradas nas escolas regulares, em vez de serem segregadas em escolas separadas ou completamente excluídas deste meio.
A formação de professores, reforço da gestão das
escolas e ligações sólidas com as comunidades são os elementos chave
para uma inclusão com sucesso.
Em linha com esta prioridade de inclusão escolar, o MEC
lançou o Programa “ Escolas Inclusivas” em 1998. Este programa visa gerar experiência
com a gestão de crianças com antecedentes e potencial de aprendizagem
diferentes, e a gradualmente disseminar e estender esta experiência a todas as
escolas do país.
Sob os auspícios do Programa de Escola Inclusiva, uma
escola primária piloto foi inicialmente seleccionada em cinco províncias. Foi
dado apoio a cada uma das escolas piloto (formação, materiais e monitoria) na
adopção da abordagem da educação inclusiva.
O enfoque nestas escolas é de que todos os alunos devem
estudar juntos sempre que possível, incluindo aqueles que são portadores de
deficiência.
Para que se possa assegurar que as estratégias e as
abordagens que são geradas possam lidar com as necessidades das crianças a
todos os níveis do sistema, esta experiência está agora a ser gradualmente
estendida para incluir mais escolas e para cobrir todos os níveis do sistema,
tais como escolas secundárias e de nível médio.
O projecto de educação inclusiva, começou em
Moçambique em 1999 e tenha como lema "combater a exclusão, renovar a escola"
e assenta-se nos seguintes objectivos: aumentar o acesso à Educação básica;
melhorar a qualidade de ensino e reforçar a capacidade institucional.
É neste quadro, que o Ministério da Educação dá
uma grande importância à expansão de oportunidades de educação para crianças
com necessidades educativas especiais.
Nesta concepção a criança com necessidade
educativas especiais é aquela criança que sente dificuldades em aprender e
qualquer outra, que esteja excluída do sistema regular de ensino, incluindo à portadora
de deficiência.
O MINED lançou as bases tanto para a política como para a
estratégia na área de Educação inclusiva. O MINED enfrentará o desafio de
consolidar e expandir este trabalho.
Verifica-se que nesse período para o Ministério de
Educação e Cultura alcançar o seu objectivo de expandir a principio de inclusão
tinha que: desenvolver com base
na experiência existente e melhorá-la para que a Educação inclusiva se possa
tornar numa realidade em todas as escolas e para que desse modo se assegure que
todas as crianças com necessidades educativas especiais (NEE) recebam atenção
apropriada.
Ainda teria que assegurar a sustentabilidade integrando
de forma adequada as estratégias e abordagens da educação inclusiva na formação
inicial e em serviço de todos os professores e fornecer aos professores,
técnicos provinciais e distritais acesso a recursos sobre a educação inclusiva
através do estabelecimento de três centros de recursos que irão cobrir o norte
(Nampula), centro (Tete) e sul (Gaza) do país;
O conhecimento
acima descrito encontra a sua sustentação ideológico na Constituição da
Republica, no artigo 113, ao afirmar que, “a Republica de Moçambique promove
uma estratégia de educação visando a unidade nacional, a erradicação do
analfabetismo, o domínio da ciência e da técnica, bem como a formação moral e
cívica dos cidadãos.”
E para que esta ansiedade surta um efeito desejado é
preciso que a política traçada da educação inclusiva deixe de ser simplesmente
teórico, mas, sim pratico capaz de ajudar o beneficiar o aluno necessitado
dentro da classe regular.
2.6- Necessidades Educativas Especiais e
escola inclusiva em Moçambique
Dados fornecidos pela
Repartição de Educação Especial (REE) do Ministério de Educação e Cultura que
consta do projecto escola inclusiva, indicam que o tema acerca das, NEE e escola inclusiva em Moçambique surge como forma de
dar prosseguimento ao
estabelecido pela Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais
realizada em Salamanca (Espanha, 1994).
De acordo com o enquadramento dos Programas da
UNESCO relativos às Escolas Inclusivas e aos Programas de Apoio Comunitário, a
UNESCO mobilizou o Governo de Portugal no sentido de subsidiar um projecto de
apoio aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) - Angola, Cabo
Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe - na área de Necessidades
Educativas Especiais. Departamento de Educação Especial (1998:s/p)
O projecto dos PALOP teve como principais
objectivos: a mobilização dos representantes dos governos dos respectivos
países com relação à Educação de Crianças e Jovens com Necessidades Especiais;
a elaboração de um pré-projeto do Plano Piloto Nacional de cada país, a partir
do qual seriam estabelecidas as bases para o plano de acção para a implementação
de escolas inclusivas.
Nesta ordem de ideais várias actividades foram
realizadas em Moçambique e Portugal, nomeadamente: Seminário-Workshop Projeto UNESCO, Formação de
Professores, “Necessidades Especiais na Sala de Aula”; Seminário-Workshop sobre
Orientações Políticas na Área das Necessidades Educativas Especiais e o
Seminário-Workshop sobre Formação de Formadores “Necessidades Educativas
Especiais.
Estas actividades visavam desenvolver no plano
nacional valores centrados nos princípios da inclusão e da participação de todas as crianças e jovens no
sistema regular de ensino, incluindo os portadores de deficiência. Departamento
de Educação Especial (1998:s/p)
Tendo como base o contexto sócio económico do
período (1982 a 1992) em que o projecto de escola inclusiva foi lançado
constituía um grande desafio para educação em Moçambique divido a guerra civil.
Segundo (o Relatório do Seminário Sobre a Criança
Afetada Pela Guerra, 1997: 03) o conflito armado deixou como resultado “a morte
de perto de meio milhão de crianças e entre os sobreviventes contava-se um
número elevado de crianças deficientes, malnutridas e mentalmente
traumatizadas, existindo uma grande percentagem de crianças que permanecem sem
protecção contra doenças contagiosas”.
Nesta época
o levantamento Estatístico da Direcção de Planificação, do MINED (1996),
referente à eficácia das escolas regulares,
demonstra a evidência da prática da exclusão dos alunos que apresentam
insucesso escolar no sistema educacional regular moçambicano.
Procurou-se na presente pesquisa recolher dados
actuais sobre o número de crianças portadoras de deficiência em escolarização
na rede regular de ensino em Moçambique não foi possível.
O relatório do Projecto da educação inclusiva
consultado, clarifica que até 1988, não existia dados estatísticos oficiais
sobre o número de crianças portadoras de deficiência em escolarização na rede
regular. Departamento de Educação Especial (1998:s/p)
Mas de acordo com a sondagem realizada pela UNESCO
(1988), em 58 países, todos os países da África Oriental e do Sul têm 0.1% ou
menos de crianças portadoras de deficiência, levando-se em conta toda a
população de crianças em escolarização.
Foi com base nestes dados da realidade
educacional, que o governo moçambicano estabeleceu como meta prioritária a
melhoria da qualidade de ensino, via formação de professores e a inclusão no
sistema regular de ensino de todas as crianças e jovens.
A equipe da REE do MINED, sob a coordenação do Sr.
Carlos Manhiça, foi chamada a assumir a elaboração e gestão do Projecto
“Escolas Inclusivas”, o qual tinha como objectivo prioritário a transformação
das escolas da rede regular de ensino em “escolas inclusivas”.
A implementação do Projecto “Escolas Inclusivas”
foi iniciada em Maio de 1998 onde realizou -se seminários.
Esta actividade representa a primeira etapa do
processo de formação dos técnicos do MINED, responsáveis pela gestão do
Projecto e pela formação dos professores das escolas regulares seleccionadas
para a fase Piloto, cuja duração será de um ano e seis meses: Maio de 1998 a
Novembro de 1999 (Projecto “Escolas Inclusivas”, 1998).
Os conteúdos abordados na fase
piloto foram: conceito de Educação Inclusiva (perspectiva curricular) x
Educação Especial (perspectiva médica); a importância da reflexão e colaboração
na formação dos professores; o Projecto UNESCO: Formação de Professores,
“Necessidades Especiais na Sala de Aula” e a importância da abordagem da
“escola como um todo” no Projecto “Escolas Inclusivas”.
Sustentando - se dos conteúdos que foram abordados
na primeira fase do projecto pode se afirmar que o nosso pais actualmente tem
ou deveria ter nas províncias e nas escolas primarias técnicos e professores
formados e a dar o seguimento do projecto escola inclusiva.
Em Novembro de 2009 o Conselho de Ministro, na XXI
Sessão Ordinária, aprovou como, Estratégia do Ensino Secundário Geral 2009 –
2015 para os jovens desfavorecidos e com necessidades educativas especiais.
O acesso de jovens desfavorecidos e talentosos,
assim como o acesso de jovens com necessidades educativas especiais será
assegurado, por um lado, com recurso ao estabelecimento de mecanismos de
isenção do pagamento de propinas e, por outro lado, através da adequação das
infra estruturas e aquisição de materiais escolares apropriados para os jovens
portadores de deficiências.
Ainda a
acrescenta que o envolvimento da comunidade será crucial na definição das
modalidades, níveis de assistência e respectivos beneficiários.
É em volta
do panorama actual da escola inclusiva em Moçambique que procura – se na
presente pesquisa compreender o envolvimento dos serviços psicológicos no
acompanhamento de crianças com NEE numa escola regular. Colocando as seguintes
questões de reflexão:
Será que
com a formação ou melhor capacitação dos professores na areia da NEE e Escola
Inclusiva sem integração de outros serviços de apoio é suficiente para
providenciar um acompanhamento integral à crianças com NEE?
Ainda nesta
ordem de reflexão não seria ausência da acção de acompanhamento pelo psicólogo
escolar à crianças NEE, que concorre para permaneça de elevado índice de
dificuldades de aprendizagem?
Tendo em
conta que nas escola há crianças com varias perturbações causadas por problemas
sociais (insuficiência de recursos financeiros, divórcios, a perda de ante queridos)
problemas biológicos (crianças que nascem com doenças) ou adquirem no meio onde
estão e em certos casos problemas que a criança enfrenta no meio escolar,
influenciando negativamente a capacidade psicológica da criança para
aprendizagem.
CAPÍTULO II
1-Metodologias de pesquisa
Segundo Selltiz apud Gil. (2002: 41) as pesquisas
exploratórias o seu planeamento é, portanto, bastante flexível, de modo que
possibilite a consideração dos mais variados aspectos relativos ao facto
estudo.
Na maioria dos casos, essas pesquisas envolvem:
levantamento bibliográfico; entrevistas com pessoas que tiveram experiências
práticas com o problema pesquisado; analise de exemplos que estimulem a
compreensão.
Tendo como base os argumentos anteriores e os objectivos
que se desejam atingir na sua realização, a presente pesquisa é do tipo
exploratório.
Pois, para a sua concretização foram contactadas
entidades de diversos níveis e sectores do Ministérios de Educação, de modo a
colher a sua opinião no que concerne a assistência que é dada à criança com
Necessidades Educativas Especiais.
Como
procedimento para operacionalização da pesquisa fez -se o levantamento
bibliográfico nas obras dos autores, Correia (2003:8) defendendo que:
“A
inclusão consiste na inserção do aluno na classe regular, onde, sempre que
possível, deve receber todos os serviços educativos adequados, contemplando-se,
para esse fim um apoio apropriado (docentes de educação especial, outros
técnicos, pais etc.) às suas características e necessidades.”
Do autor
Bautista, (1997:23) ao afirmar que criança com NEE:
Ӄ
considerada aquela que tiver alguma dificuldade de aprendizagem que requer uma
medida educativa especial.”
E para Cruz, (2009:41) dificuldades de
aprendizagem:
“É um atraso uma desordem ou uma
imaturidade no desenvolvimento de um ou mais processos da fala, da linguagem da
leitura do soletrar e ou comportamental, e não resultantes de deficiência
mental, de privação sensorial ou de factores culturais ou pedagógicos.”
As ideias destes autores foram seleccionadas na
pesquisa por apresentar um quadro teórico aprofundado acerca da Educação
Inclusiva, Necessidades Educativas Especiais e as Dificuldades de Aprendizagem,
conteúdos que corporizam significativamente a pesquisa.
Foram consultados igualmente o Plano Estratégico
de Educação e Cultura 2006-2010/2011, a Constituição da República, a lei 6/92,
a Declaração de Salamanca, o relatório da implementação do Projecto Escolas
inclusiva em Moçambique.
Ainda foi usado como procedimento a entrevista
dirigida.
Para Chizzotti, (1991:52) a entrevista dirigida
consiste numa comunicação entre um pesquisador que pretende colher informações
sobre fenómenos nos indivíduos que detenham essas informações e possam
emiti-las.
A entrevista foi dirigida ao Técnico da Repartição
de Educação Especial no Ministério de Educação, ao Técnico da Direcção
Provincial de Educação e Cultura, ao Técnico do Serviço Distritais Educação e
Tecnologia, à Directora Pedagógica e aos professores da Escola Primaria
Completa Patrice Lumumba.
Os técnicos foram seleccionados na pesquisa por
que eles possuem informações relacionados com a implementação do projecto de
escolas inclusivas, contemplando a integração de crianças com NEE no SNE dai
que as informações por eles fornecidas permitiram estabelecer uma confrontação
entre a fundamentação teórica e prática.
Os técnicos de educação especial são os
responsáveis por emitir, analisar e garantir que todas as políticas
educacionais inerentes a implementação do projecto de educação inclusiva e
outros propósitos cheguem aos diferentes sectores até à escola.
O Director
adjunto pedagógico é um professor, nomeado pelo Director Provincial de
Educação, sob a proposta do Director de escola e com o parecer do Director
Distrital de Educação, dentre várias funções que desempenham, compete-lhe
garantir aplicação dos curricula aprovados pelo Ministério da Educação. MINED
(2003:21).
Os professores por seu turno são funcionários do
Estado a eles aplica-se a legislação constante no Estatuto Geral dos Funcionários
do Estado (EGFE), e tem como um dos deveres, agir com dignidade e
imparcialidade nas funções que exerce, actuando com independência em relação
aos interesses e pressões particulares de qualquer índole, na perspectiva do
respeito pela igualdade dos cidadãos.
Os
professores fazem parte da pesquisa porque operacionalizam as políticas
educacionais relacionadas com assistência de crianças com NEE na escola
regular, dai que, colher a sua opinião acerca do tema em estudo é fundamental
para perceber o estágio concreto da assistência de alunos com perturbações de
aprendizagem no SNE.
Tendo como
premissa que as informações colhidas sobre os factos vão incidir sobre
indicadores definidos na concepção do tema, escolheu-se a entrevista para
melhor colher as opiniões de cada um para o sustentar com pesquisa no estudo de
caso NEE pelo que a observação e o questionário não seriam relevantes.
E para proporcionar uma visão específica do
problema no caso de escolas moçambicanas fez-se o estudo de caso na Escola Primaria
Completa Patrice Lumumba.
Na interpretação de dados usou-se análise
qualitativa sem recorrer com maior relevo a cálculos estatísticos, porque as
informações colhidas são ideias e praticas que não é relevante a sua
quantificação.
2 -População e campo de estudo
Visando a intenção da pesquisa e para colher dados
com pessoas ligadas ao assunto em estudo direccionou-se as entrevistas aos
Técnicos da Educação Especial representados em diversos níveis e sectores do
Ministérios de Educação na cidade de Maputo e Matola.
Mas, para permitir o estudo de caso foram
contemplados o Director Adjunto Pedagógico e os Professor da EPC Patrice
Lumumba da Província de Maputo, na pesquisa.
A Escola Primária Completa Patrice Lumumba, com 20
salas e funciona em regime de três turnos.
Leccionam nesta escola 80 professores sendo 47 de
género feminino, todos com formação psico-pedagógica e matriculou para o ano de
2011, 4696 alunos sendo 460 órfãos e necessitados, e 50 com múltiplas
deficiências.
Possui recentemente rampas para o deslocamento de
alunos com deficiências físicas.
3- Definição da amostra
Dentro do universo populacional identificado e
caracterizado nos temas anteriores referentes as metodologias de pesquisa,
fez-se uma escolha aleatória da amostra, usando como procedimento de escolha da
mesma a amostragem sistemática.
A amostragem sistemática é aquela que permite
ordenar cada elemento da pesquisa de modo que possa ser unicamente identificado
pela sua posição. Dai que, na presente pesquisa optou-se pela amostragem
sistemática porque facilitou categorização de todos elementos de acordo com as
características específicas.
Assim sendo, amostra sistemática é composta por: 1
Técnico da Repartição de Educação Especial no Ministério de Educação, ocupando
aposição A, 1 Técnico da Direcção Provincial de Educação, ocupando aposição B,
1 Técnico do Serviço Distritais Educação e Tecnologia ocupando aposição C,
Director adjunto Pedagógico ocupando aposição D e os Professores ocupando
aposição E.
Todos os
elementos categorizados na amostra intencional foram submetidos a uma
entrevista dirigida com 5 (cinco) perguntas diferentes tendo em consideração
que cada um desempenha uma função específica no processo em estudo.
Figura III:
(Esquema da amostra sistemático e a sua categorização)
Entrevistados
Ordem
|
Código
|
Ocupação
|
Local de trabalho
|
Qualificações
|
1
|
A
|
Técnico
do MINED-DEE
|
Departamento
de Educação Especial
|
Nível Superior
|
2
|
B
|
Técnico
da ária de educação especial
|
SDJT-Matola
|
Nível
Superior
|
3
|
C
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Director Adjunto Pedagógico
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EP.C.
Lumumba
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Nível
Médio
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4
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D
e E
|
Docente
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EP.C.
Lumumba
|
Nível
Médio
|
Fonte:
Adaptação do autor
CAPÍTULO III
1- Análise e discussão de dados
Neste
capítulo passa-se apresentar as informações obtidas ao longo da entrevista,
onde a primeira preocupação foi de perceber, quais as formas de Comunicação
sobre as Necessidades Educativas Especiais no Sistema Nacional de Educação.
Os inqueridos
salientaram que durante o início do ano lectivo são recomendadas as direcções
das escolas para orientar os professores a fazer o levantamento de crianças com
diversas deficiências mediante o preenchimento de uma ficha fornecida pelo
sector pedagógico.
O professor é orientado para fazer o levantamento
e fornece os dados ao sector pedagógico e o sector pedagógico, que por seu
torno, fornece a Área da Educação Especial nos Serviços Distritais.
Os dados fornecidos pelas escolas facilitam a
produção do banco de dados inerentes a crianças com deficiências nas escolas a
nível distrital. Estes são mais tarde fornecidos aos outros sectores de
educação de acordo com hierarquia.
Para além da comunicação no início do ano lectivo,
outra forma de estabelecer o contacto consiste em os técnicos realizarem
seminários nas escolas de modo à capacitar os professores para atender cada
caso relativo a área de educação especial.
O técnico
dos Serviços Distritais, afirmou que é objectivo destes seminários
consciencializar o professor para que possa saber como integrar, acolher,
avaliar a criança de modo que trabalhe com ela na sala de aulas.
Nestas capacitações são contempladas igualmente
crianças, pais e encarregados de educação.
As crianças são treinadas para não descriminar as
outras crianças principalmente as que apresentam deficiência e os encarregados
de educação são capacitados para fazer o acompanhamento destas crianças no meio
familiar.
O técnico
do Departamento de Educação Especial no Ministério de Educação salientou que o
departamento é autónomo e a legislação relacionado às necessidades educativas
especial está integrada no plano estratégico de educação em geral.
Actualmente,
o departamento está a preparar um plano estratégico da educação inclusiva. Ao
nível do ministério são realizadas capacitações para os professores nas outras
provinciais. Por exemplo, no ano de 2011 foram programadas capacitações para as
províncias de Nampula, Cabo Delegado, Niassa e Zambézia.
Segundo o técnico os seminários não têm surtido o
efeito desejado, porque era de esperar que os professores inseridos nas escolas
tivessem o mínimo de conhecimentos acerca das NEE adquiridos na formação, mas
encontra partida os docentes apresentam fraco domínio da matéria na área de NEE
o que torna necessário começar de base.
O técnico da (DEE), lançou um apelo as
instituições académicas responsáveis pela leccionação das materiais
relacionadas com as NEE a garantir a qualidade na formação.
A terceira forma de comunicação acerca das NEE nas
escolas regulares, foi salientada pelo director Pedagógica da Escola Completa
Patrice Lumumba.
O Director Pedagógico disse que a matéria
relacionada com Necessidades Educativas Especiais é abordada nas planificações
semanais ou quinzenais quando são apresentados aulas de simulações para os
colegas.
No momento de análise da aula alguns professores
levantam questões de reflexões acerca das NEE, levando aos participantes a uma
reflexão quanta à existência deste grupo alvo.
O outro aspecto de extrema importância contemplado na grelha de entrevista estava
relacionado com o diagnóstico de crianças com Necessidades Educativas Especiais
nas escolas regulares.
O diagnóstico é reconhecido por todos os
entrevistados na pesquisa como a área mais complexa por abordar. Segundo o
Técnico do Departamento de Educação Especial não existe uma politica, lei ou
seja uma recomendação para identificação de crianças com NEE nas escolas, pois
considera-se que em condições normais, que os professores aprendem as formas de
diagnosticar crianças com NEE ao longo da formação.
A função do
departamento é traçar política inerentes `a educação especial, dai que, por
reconhecer a incapacidade dos professores deslocam-se para as províncias para
capacitá-los em matéria de educação especial em geral.
O técnico
da D.E.E numa opinião pessoal disse que abordar o tema sobre o diagnóstico de
crianças com NEE numa classe regular é muito complexo, e que faria uma tese
para aprofundar, isto porque, o diagnóstico pode-se fazer em duas vertentes há
crianças que chegam a escola enquanto já foram diagnosticados por outras
instituições e outras que o diagnóstico deve ser realizado na escola.
No caso em que o diagnóstico é feito na escola é
responsabilidade do professor, detectar algumas “anomalias” por exemplo um
aluno que não fica atento na carteira durante a aula é motivo para se suspeitar
intervenção especial.
Para o técnico dos Serviços Distritais de Juventude
e Cultura da Matola o diagnóstico começa com o fornecimento de uma ficha de
levantamento de crianças com diversas deficiências fornecida ao professor no
início do ano lectivo para poder especificar o número e o tipo de deficiência
existente.
Mas o técnico dos Serviços Distritais de Juventude
e Cultura da Matola lamenta o facto de, o uso da ficha como instrumento de
diagnóstico não ser contínuo porque é efeito simplesmente no início do ano e
não permite desta forma espelhar a vida do aluno.
Ainda ao nível do departamento, o entrevistado
gostaria que se implementa-se uma ficha que pudesse ajudar o professor na sua
aula a identificar os casos de NEE e fazer o seu acompanhamento através de questões
específicas pré-concebidas para o diagnóstico.
Esta ficha poderia auxiliar o docente avaliar a
criança no que concerne a origem da doença, se é natural ou adquirida ao longo
da vida do aluno.
A intervenção do Director adjunto Pedagógico veio
a confirmar mais uma vez a aplicação de uma ficha no inicio do ano lectivo para
fazer o levantamento de crianças com diversas deficiências.
Ao professor é fornecido a ficha que durante a
aula pergunta, aos alunos, se alguns deles possui uma determinada patologia e
estes vão identificando-se. A tarefa do professor é registar ou seja enquadrar
a resposta de acordo com o tipo de deficiência.
O Director adjunto Pedagógico salientou ainda que,
para diagnosticar crianças com NEE é necessário o professor conhecer os seus
alunos não somente pelos nomes mas sim saber as dificuldades que ele tem, pois
esta acção irá permitir que ao leccionar use uma actuação que lhe permita abranger
todos alunos.
Entrevistados os professores que trabalham
directamente com o aluno na Escola Primária Patrice Lumumba para perceber
igualmente como é que fazem o diagnóstico de crianças com NEE afirmaram que:
Os professores trabalham com aproximadamente 80
(oitenta alunos) e 10 (dez) porcentos destes estão numa situação de
Necessidades Educativas Especiais assim sendo torna-se difícil realizar o
diagnóstico. Contudo, é preciso prestar muita atenção na criança ao que
concerne a sua maneira de se comportar durante a aula, isto vai permitir que o
professor perceba se a criança precisa de uma NEE.
Pode se verificar igualmente nas actividades
escrita dos alunos e analisar qual é a capacidade de visão do aluno quando está
posicionado atrás ou a frente da sala de aulas.
É possível de uma forma geral, notar que a nível
das escolas o diagnostico é feita de formas totalmente diferentes dependo da
criatividade e reflexão do professor.
E formas comuns de diagnóstico de crianças com NEE
na sala de aula são:
A observação directa do aluno no tocante aos
aspectos comportamentais durante à aula (nível de atenção, tipo de
comportamento que apresenta ao longo da aula); identificação a partir de um
determinado tipo de deficiência que o aluno possui que é feito no início do ano
lectivo através de uma ficha; o conhecimento pleno do aluno dos seus problemas
ou seja o seu estado emocional. E quem faz o diagnóstico é o professor na sala
de aulas.
Questionou-se aos inqueridos acerca do
envolvimento dos serviços de apoio no acompanhamento de crianças com
Necessidades Educativas Especiais nas escolas regulares.
O serviço de apoio salientado pelos entrevistados
é o apoio educacional que consiste na adequação dos curricula.
O apoio
educacional verifica-se quando o professor na sala de aula tem que procurar
adequar a sua planificação de acordo com as crianças em questão.
Ainda verifica-se neste âmbito a disponibilização
de material didáctico ao professor e em alguns momentos os técnicos deslocam-se
as escolas para dar o apoio pedagógico aos professores porque, segundo o
técnico dos Serviços Distritais de Juventude e Cultura da Matola, não basta só
a capacitação mas na implementação os professores podem enfrentar dificuldades.
A nível do ministério o técnico afirmou que, em
condições normais as escolas tinham que ter Psicólogos e outros funcionários de
diferentes áreas mas devido a exiguidade de fundos financeiros não é possível.
Outros
serviços referenciados são de apoio social, ao mencionar o papel dos pais e
encarregados de educação tendo sido destacado o seu envolvimento a quando
realização de seminários ou seja capacitações nas escolas.
O envolvimento dos progenitores é para melhor
perceber o seu papel social o que facilitará a ajudar no acompanhamento
educacional dos seus educandos.
A participação dos pais e encarregados de educação
surte o efeito desejado, quando também são consciencializados os outros alunos
(aqueles que não necessitam de NEE) de modo a compreender que para os seus
colegas terem uma mudança de comportamento desejado é necessária uma cooperação
nas actividades escolares bem como na sua integração social.
Quanto aos constrangimentos na assistência de crianças com Necessidades
Educativas Especiais nas escolas regulares foi destacado que:
As turmas numerosas constituem o ponto fundamental
mencionado pelos professores, 80 alunos numa sala de aulas torna-se difícil
para dar uma atenção individualizada se considerar que para assistir ou seja
apoiar uma criança é preciso considerar as particularidades individuais.
O sector pedagógico não tem dado um apoio
suficiente que possa ajudar na avaliação para além de fornecer a ficha de
levantamento de crianças com necessidades educativas especiais.
Nota se igualmente um paradoxo no tempo de
permanência dos alunos na escola.
Os alunos
começam as aulas as 6 horas e 30 minutos e terminam as 10horas e 50 minutos, e
trabalhando com 80 alunos torna-se difícil ajudar 10% da turma de crianças com
NEE durante as aulas.
Ao nível do ministério o técnico salientou como
dificuldade o facto de os professores não possuírem domínio dos pressupostos
básicos no que concerne os conceitos fundamentais para compreender melhor
outros conteúdos relacionados com NEE apesar de possuir formação
psico-pedagógica. Os seminários ou seja capacitações não tem surtido o efeito
desejado obrigando aos técnicos prolongar os dias programados para o efeito.
A existência de um psicólogo na escola foi
mencionada por todos os participantes como uma grande preocupação
especificamente para ajudar a fazer o diagnóstico e o acompanhamento.
O técnico dos Serviços Distritais de juventude e
cultura da Matola mencionou como constrangimento a não existência de uma ficha
que permite fazer um diagnóstico contínuo das necessidades do aluno ao longo do
ano lectivo. Seria bom se o diagnóstico fosse permanente e que espelhasse a
vida integral da criança.
É preocupante a permanência nas escolas regulares
de crianças com NEE visuais, auditivas, mudez, dificuldades severas de escrita,
leitura, desordens comportamentais em grande escala.
As causas
ou seja origens destas perturbações são apontados pelos entrevistados como
sendo diversas mas destacam-se as causas sociais isto é o meio familiar onde o
aluno vive, a própria deficiência como um factor, o acompanhamento do aluno na
comunidade, na família até mesmo na escola.
O acompanhamento
de crianças com NEE na sala de aulas é uma tarefa que exige do professor maior
envolvimento na vida estudantil do aluno, mas, alguns docentes ignoram a sua
implementação deixando as crianças com NEE para o segundo plano, o que implica
a sua descriminação, afirmou o adjunto pedagógico.
Aos inqueridos pediu-se que fizessem uma avaliação
acerca da implementação do projecto de escolas inclusivas em Moçambique.
No que concerne avaliação da implementação do
projecto de escolas inclusivas em Moçambique foi possível perceber que existe
interesse em todos os níveis de educação em enquadrar crianças com NEE na
escola regular e os entrevistados afirmaram que é necessário trabalhar no
sentido de atingir um patamar satisfatório.
As crianças neste momento tem o seu enquadramento
no processo ensino - aprendizagem tendo em consideração que o ensino é
inclusivo.
Ao nível do distrito da Matola, existem escolas
regulares consideradas pilotos onde foram capacitados professores em matéria de
NEE, a mencionar: Escola Primaria Completa de Trevo, Escola Primaria Completa
de Matola Gar, Escola Primaria Completa de Liqueleva.
Os entrevistados afirmaram de uma forma geral que
a implementação de projecto de educação inclusiva nas escolas moçambicanas é
positivo.
Para o técnico do Departamento de Educação
Especial do Ministério de educação a implementação do projecto de escolas
inclusivas em Moçambique é positiva por que nas escolas regulares os
professores estão informados que é obrigatório enquadrar todos os alunos na
sala de aulas evitando a descriminação.
Foi
colocada a questão sobre a permanecia de escolas especiais sendo que a educação
é inclusiva.
Apesar de educação ser inclusiva há de facto uma
necessidade de existência de escolas especiais, porque uma criança pode estar
integrada numa escola regular mas devido o nível da severidade da sua
necessidade de apoio torna-se obrigatório que a criança seja encaminhada a uma
escola especial para ter o acompanhamento de acordo com o nível de necessidades
e num ambiente de aprendizagem que se adequa suas adaptações educacionais.
Se consideramos como base de análise os dados
fornecidos pelos inqueridos e o quadro teórico dos autores, abordando o tema
sobre inclusão de crianças com NEE, dificuldades de aprendizagem na escola
regular, e a legislação moçambicana acerca da educação especial, é possível
constatar que em Moçambique a inclusão é simplesmente física e não chega a ser
social e académica.
A legislação moçambicana promove o direito de
todas as crianças à educação básica, incluindo aquelas que apresentam
dificuldades de aprender ou que tenham necessidades educativas especiais,
usando como estratégia o princípio de inclusão.
E os participantes na entrevista salientaram
igualmente sem disparidades que uma das orientações que recebem a nível
superior é tornar o processo educativo inclusivo, evitar a descriminação, isto
é, todas as crianças têm o directo a educação.
Estes argumentos acima arrolados levam a confirmar
a integração física em todas as escolas moçambicanas de crianças com NEE na
escola regular.
Constituindo uma preocupação o facto de a inclusão
de crianças com NEE não alcançar o domínio social e académica, limitando-se em
garantir a presença física.
O estudo de campo efectuado revela que há
problemas em diagnosticar na sala de aulas crianças com NEE, razão pela qual o
professor identifica os casos mais simples associados à deficiência deixando os
mais complexos.
Tendo como premissa que não existe uma política
clara no Sistema Nacional de Educação (SNE) em como diagnosticar crianças com
NEE nas escolas regulares e os professores também reconheceram ter dificuldades
para identificar casos complexos afirma-se que os alunos com perturbações de
aprendizagem não são conhecidas as suas manifestações exógenas e endógenas na
sala de aulas.
O diagnóstico fornece os elementos que permitem
planificar o fenómeno em estudo, sendo nesta fase de planificação que se
procura adaptar e ajustar programas, tratamentos ou treinos específicos as
necessidades dos indivíduos.
O diagnóstico ainda permite que, durante início e
no final da intervenção, sirva para avaliar os eventuais progressos e casos
positivos, averiguar a sua qualidade e extensão bem como confrontar os
resultados obtidos com os objectivos delineados, verificando-se, assim, que efeitos
tiveram os tratamentos específicos no desenvolvimento geral dos indivíduos.
Outro aspecto fundamental e pertinente é o não
envolvimento de serviços de apoio que possam permitir que a concepção de
assistência de crianças com NEE, abrange todos os domínios do aluno.
A inclusão
consiste na inserção do aluno na classe regular, onde, sempre que possível,
deve receber todos os serviços educativos adequados, contemplando-se, para esse
fim um apoio apropriado (docentes de educação especial, outros técnicos, pais
etc.) às suas características e necessidades.
A inclusão significa atender o aluno com NEE
severas, na classe regular com apoio dos serviços de educação especial.
Uma criança
com problemas intelectuais severos (deficiência mental), que demonstre atrasos
em todas áreas, académicas e sócio emocionais, poderá necessitar de ajuda em
todos os aspectos dos programas educacionais.
Verificando a forma como foi concebida assistência
de crianças com NEE no SNE em que a responsabilidade é do professor, ele deve
ter competências e atitudes para a conseguir ajudar o aluno em todas áreas que
necessita.
E esta
forma de assistir as crianças com NEE exige do professor que exerça serviços
educacionais, clínicos, terapêuticos, psicológicos, sociais e fisoterapêutico,
o que logo ao prior nota-se que é um fracasso.
Para que
haja sucesso de assistência de crianças com NEE é necessário abranger os
seguintes aspecto: transporte, terapia da fala, fisioterapia, terapia
ocupacional e terapia recreativa, psicológico, social, audiologia,
aconselhamento, educação e aconselhamento para os pais, médicos, identificação
e avaliação precoce, serviços escolares de saúde, meios e tecnológicos.
É também necessário auxiliar os professores em
diversos serviços de apoio que possam ajudar a trabalhar com crianças com NEE,
para que se garanta efectivamente a inclusão física, social e académica o que
pressupõe a melhoria de qualidade no sistema educativa em geral.
É preciso salientar que o Psicólogo Escolar tem
como campo de acção a escola. É na escola onde aplica conhecimentos
psicológicos, especialmente os da pedagogia e da psicologia do desenvolvimento
às exigências da escola, bem como a pesquisa e prática psicológica no âmbito
escolar.
O Psicólogo Escolar age e trabalha no espaço de
vida e das relações da escola (em sentido amplo), com as tarefas principais de
diagnóstico e solução de problemas que aparecem, no âmbito da actividade
escolar, entre alunos e/ou professores.
A sua acção na escola de uma forma geral é de
diagnosticar as causas das dificuldades de aprendizagem e sua eliminação ou a
análise psico - organicossocial e a melhoria dos processos entre as pessoas,
dos factores situacionais (por exemplo, o clima da escola, atmosfera do grupo)
e das estruturas institucionais (por exemplo, tamanho das instalações e sua
distribuição, regulamentos, no tocante à escolha das disciplinas e à avaliação
do rendimento).
Torna-se evidente que acção de acompanhamento do
Psicólogo Escolar nas crianças com NEE, consiste em ajudar na escola o
professor em diagnosticar crianças com perturbações de aprendizagem usando
todas as técnicas de diagnóstico ao seu alcance (testes psicológicos,
observação, entrevistas, questionários, estudo da historia de vida) e propor um
programa educacional individual alternativo.
Depois de
diagnosticar, o psicólogo tem igualmente a tarefa de fazer o acompanhamento dos
programas educacionais individuais propostos de modo a verificar níveis de
aprendizagem alcançados pelo aluno o que irá ajudar na escolha de novos
procedimentos psico-pedagógicos.
A acção do acompanhamento de crianças com NEE pelo
Psicólogo escolar ao fazer sentir-se na escola consistirá em proporcionar um
ambiente favorável para o crescimento e desenvolvimento da criança com NEE,
promovendo a saúde mental desta.
O Psicólogo Escolar, por ser um profissional
inserido dentro da instituição escolar deve garantir que todas acções
realizadas na escola para integrar a criança envolvam de uma forma harmoniosa o
aluno, educadores (directores, professores e orientadores) e pais, sempre
visando o bem-estar do aluno.
Ele poderá recorrer aos conhecimentos de
Organização e Administração Escolar para compreender a organização e
administração de todos os elementos educativos que concorre para a escola
alcançar a sua missão de desenvolver global e equilibradamente o aluno nos
aspectos intelectuais, sócios educativos, psicomotores e culturais com vista a
sua correcta integração na comunidade.
Os
participantes reconheceram que um dos equívocos que enfrentam ao trabalhar com
crianças com NEE na escola regular, é a gestão pedagógica de turmas numerosas e
o tempo de permanece das crianças na escola. Nesta ordem de ideia o psicólogo
escolar poderá coordenar uma equipe multidisciplinar para conjuntamente
procurar estratégias psico-pedagógicas que possam minimizar o obstáculo.
Nestas actividades poderá envolver todos os
segmentos relacionados ao processo de ensino -aprendizagem, considerando o
corpo docente e discente, o currículo, as normas da instituição, o material
didáctico utilizado, e outros elementos relacionados ao sistema educacional, devendo
fazer as intervenções que achar necessário e que seja possível, a fim de
promover a saúde mental na escola.
Pode-se
concordar com o Conselho Regional de Psicologia do Estado de São Paulo que se
coloca a actuação do Psicólogo especialista em Psicologia Escolar/Educacional
como sendo de desenvolver pesquisas, fazer diagnóstico e intervenções tanto de
carácter preventivo como de correctivo no ambiente da educação formal, em grupo
ou individualmente.
A acção do acompanhamento do psicólogo escolar nas
crianças com NEE, consiste em avaliar, diagnosticar e fazer a orientação
psicológica escolar, a aplicar princípios da psicologia da aprendizagem, do
desenvolvimento, da motivação e fazer o ajustamento dos comportamentos destas
crianças com o meio escolar para que dessa forma a aprendizagem seja facilitada
e permitindo a melhoria de qualidade de ensino de todas as crianças na escola.
É importante salientar que analiticamente os
termos Professores e Psicólogo Escolar são bem distintos.
Vários autores são unânimes em afirmar que o
professor é um agente da educação que incentiva, orienta, organiza as situações
de aprendizagem adequando as capacidades e características individuais dos
alunos.
Enquanto o Psicólogo escolar trabalha para
melhorar o processo ensino -aprendizagem no seu aspecto global do
desenvolvimento, através de serviços oferecidos a indivíduos, grupos, famílias
e organizações.
Este
exercício de comparação efectuada demonstra claramente que estes dois
profissionais são diferentes mas compartilham o mesmo objecto de estudo, dai
que, mantê-los interligados é mais-valia porque o professor terá uma fonte mais
próximo para compreender o seu objecto de estudo.
Para o
psicólogo escolar a existência do professor constitui uma fonte para buscar
todas as informações relacionados com o aluno inserido na sala de aulas.
Na assistência as crianças com NEE numa sala
regular, o Psicólogo Escolar poderá ajudar ao professor na aplicação de uma
avaliação inicial para identificar crianças com NEE.
O Psicólogo Escolar poderá auxiliar o professor em
compreender que, para fazer uma avaliação inicial é necessário: Observação;
Avaliação baseada no currículo
Análise de amostras de produtos; Análise de
tarefas; Inventários Testes centrados em critérios
Ensino diagnóstico, Listas de verificação
(checklists) e escalas ordenais ou gradativas, Entrevistas e questionários.
As principais tarefas que o professor deve ser
capaz de realizar são:
a) Modificar a (adequar) o currículo comum
para facilitar a aprendizagem da criança com NEE.
b) Propor ajuda suplementar e serviços de que
o aluno necessita para ter sucesso na sala de aula e fora dela.
c) Alterar as avaliações para que a aluno
possa vir a mostrar o que aprendeu.
d) Estar ao corrente de outros aspectos do
ensino designadamente do ensino individualizado que, que passam responder às
necessidades do aluno.
A pertinência
de existência do Psicólogo Escolar deve-se primeiro ao facto de ser o seu campo
de acção a escola, segundo possuir o conhecimento mais profundo que lhe
facilita interpretar todos os fenómenos psicológicos que influenciam o processo
de ensino -aprendizagem e terceiro auxilia o professor sempre que tiver
limitações, matendo o trabalho cooperativo.
E acredita-se na presente pesquisa que a formação
ou melhor capacitação dos professores na área da NEE e Escola Inclusiva sem
integração de outros serviços de apoio não constitui uma estratégia suficiente
para providenciar um acompanhamento integral à crianças com NEE
A ausência
da acção de acompanhamento pelo Psicólogo Escolar nas crianças NEE, concorre
para permaneça elevado índice de dificuldades de aprendizagem no Sistema
Nacional de Educação.
2-Conclusão
Com a realização da presente pesquisa conclui-se que:
O não envolvimento dos serviços do apoio
psicológico influência negativamente na implementação das estratégias
adaptativas que visam integrar crianças com NEE na classe regular, confirmando
positivamente a primeira hipótese.
As diferentes concepções apresentadas pelos
participantes revelam que crianças com NEE, existem em todas as escolas
regulares, mas, estas não possuem uma assistência adequada, porque os
professores têm dificuldades de fazer o seu diagnóstico e o acompanhamento que
possa permitir uma inclusão física, social e académica.
Não existe uma política ou seja uma lei clara estabelecida
para as escolas regulares que permita os professores providenciar uma
assistência psico-pedagógica adequada tendo em consideração os aspectos
necessários para inclusão de criança com NEE numa escola regular.
As formas comuns
de diagnóstico de crianças com NEE na sala de aula no Sistema Nacional de
Educação são:
A observação directa do aluno no tocante aos
aspectos comportamentais durante à aula (nível de atenção, tipo de
comportamento que apresenta ao longo da aula); identificação a partir de um
determinado tipo de deficiência que o aluno possui que é feito no início do ano
lectivo através de uma ficha; o conhecimento pleno do aluno dos seus problemas
ou seja o seu estado emocional.
E quem faz o diagnóstico é o professor na sala de
aulas sem obedecer o princípio psicológico de que cada caso é um caso, isto é,
não observa o meio situacional que leva ao surgimento de crianças com NEE na
sala de aulas o que contribui para o professor tipificar os casos.
A existência de um psicólogo escolar iria permitir
que o professor tenha um auxílio directo no que concerne a assistência as
crianças com NEE, sempre que ele não puder compreender fenómenos psicológicos
que influenciam directamente a aprendizagem.
Os seminários
e capacitações não têm surtido o efeito positivo desejado devido ao fraco
domínio por alguns professores de conteúdos básicos relacionados com
psicologia, no que tange, as NEE é urgente que se abandone atitude de que o
professor, aluno e os país e encarregados de educação podem providenciar uma
educação inclusiva a crianças com NEE, de uma forma isolada
É preciso reconhecer e valorizar que o
acompanhamento do Psicólogo Escolar nas crianças com NEE consiste em ajudar
criança, na aquisição de segurança pessoal que permite desenvolver atitudes
positivas em relação aos diferentes fenómenos da vida, promovendo a mudança de
comportamentos mal ajustados.
E a acção de acompanhamento do Psicólogo Escolar
consistirá em diagnosticar, acompanhar, orientar, aconselhar criando condições
de remediar e prevenir todos os aspectos alheios que possam inibir a aprendizagem
da criança com NEE fora e dentro da escola, bem como coordenar diversos
serviços múltiplos necessários para o desenvolvimento psicomotor, afectivo e
cognitivo do aluno.
A existência actualmente dos Serviços de Apoio e
Aconselhamento Psicológico na Escola (SAPE) que funcionam na Escola Secundária
Francisco Manyanga constitui um exemplo claro para mostrar que nas escolas
regulares são necessários os serviços de apoios liderados pelos psicólogos e
outros profissionais.
A ausência
de serviços de apoio psicológico na escola regular leva a que os alunos, não se
beneficiem do diagnóstico e orientação, intervenção psico-pedagógica,
orientação vocacional, serviços de integração psico-ambiental, o que é
importantíssimo para promover uma inclusão global na escola regular.
Segundo Sampaio
citado por Rocha (1999:6) falar é sair do sono e sonho, é mover-se até ao outro e olhar. A psicologia
tenta compreender o espírito humano, mas sobretudo ajuda a interpretar e a
interrogar.
A presença do Psicólogo escolar na escola irá
permitir que na escola se interprete, haja mais reflexões no que concerne as
crianças com NEE, isto é, o psicólogo poderia mover-se até olhar este grupo
alvo e sempre com objectivo de buscar soluções para o seu bem -estar.
3-Sugestões
- Sugeria que nas reuniões realizadas
nas escolas devia constar na agenda do encontro, matéria relacionada com
NEE, de modo que o encarregado de educação consolide melhor a informação
acerca de inclusão da criança com NEE na escola regular.
- Os professores ao fazerem avaliação
do aproveitamento pedagógico nas reuniões de balanço trimestral devem reflectir
acerca do nível de integração da criança com NEE na escola de modo a
identificar as dificuldades encaradas e as formas de superação.
- Sugeria igualmente que ao fazer o
diagnóstico de criança com NEE o professor não continuasse a efectuar sem
a participação dos pais e um técnico da areia de educação especial do
ministério de educação.
- As turmas numerosas, insuficiências
de recursos financeiros e humanos constituem uma realidade para o nosso
país, dai que, não deveriam ser estes os factores que concorresse para o
não enquadramento social e académica de crianças com NEE nas escolas
regulares, contudo, deveria se fazer estudos de viabilidades para melhorar
assistência de crianças com NEE tendo em consideração esta realidade.
5-Referências bibliográficas
1- AURÉLIO, Dicionário da Língua Portuguesa, Editora Positiva, Lisboa, 2009.
2- BAUTISTA, Rafael et al, Necessidades Educativas Especiais,
Dinalivro, Lisboa 1997.
3- CHIZZOTTI, Antónia, Pesquisa em ciências humanas e sociais, Cortez, São Paulo, 1991.
4- Conselho de Ministro: Plano Estratégico de Educação e Cultura 2006-2010/1, 14 Secção
Ordinária do Conselho de Ministros de 13 de Junho de 2006, Conselho de Ministro, 2006
5- Imprensa Nacional de Moçambique, Constituição da República 2004, Maputo, 2008.
6- CORREIA, Luís. M, Dificuldades de Aprendizagem específicas, Porto Editora, Portugal,
2008.
7- CORREIA, Luís. M, Escola Contemporânea e a inclusão de alunos com NEE, Porto Editora,
Portugal 2008;
8- CORREIA, Luís. M, INCLUSÃO E NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS Porto Editora,
Portugal, 2003.
9- CRUZ,Victor, Dificuldades de Aprendizagem Especificas Porto, Lisboa, 2009
10- Declaração de Salamanca, Conferencia Mundial de
Educação Especial, Espanha, 1994.
11- Departamento de Educação Especial do
Ministério de Educação. Relatório da
implementação dos projectos de escolas inclusivas em Moçambique, DEE,
Maputo, 1998
12- GIL, António. C. Como elaborar Projecto de pesquisa, Atlas, São Paulo 2002.
14-Ministério de Educação, Regulamento
Geral das Escolas do Ensino Básico, Maputo, MINED, 2003.
15-NIELSEN, Lee. B, Necessidades Educativas Especiais na Sala
de Aula, Porto Editora, Portugal,1999.
16-Boletim da República, Decreto
- Lei que reajusta o quadro geral do Sistema Nacional de Educação (SNE) e
adequa as disposições neles contidas, 19, de 6 de Maio de 1992.
17-ROCHA, A, & FIDALGO, Z, PSICOLOGIA
12º ano, Texto Editora, Lisboa,1999.
|
[1] Classe ou escola regular – é aquele que envolve crianças com e sem
Necessidades Educativas Especiais no processo de ensino - aprendizagem evitando
discriminação
[2] Audiologia - ramo da medicina que se ocupa da audição em todos os seus
aspectos inclusive os terapêuticos. Aurélio ( 2009:229)
[3] Anoxias- baixo teor de oxigénio.
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